Experimente Como o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de 2014, como somos o país do futebol e como formamos um time de 190 milhões de técnicos e jogadores do esporte, o evento é tema recorrente hoje em dia por aqui. Com isso, a África do Sul ficou ainda mais em evidência e já tivemos uma ‘palhinha’ na última Copa das Confederações (de onde saímos campeões). E na verdade, em relação a 2010, é isso que importa: sermos campeões. Depois, veremos o que servirá de referência para a nossa Copa do Mundo. Aqui neste Guia Especial África do Sul, o que importa é experimentar esse país tão parecido e tão diferente do nosso. Rico em experiências únicas e inesquecíveis. Se você é fanático por futebol e não perde uma Copa, apresse-se. A Copa da Alemanha foi a mais bem organizada, a maior, a mais tecnológica, o exemplo a ser seguido. Mas a da África vai falar mais fundo em todos os corações. Todos nós, afinal, viemos de lá, o continente-mãe.
Oriente-se
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EXÓTICA NÃO; RICA E DIFERENTE
Todos que vão à África do Sul voltam encantados, voltam querendo ir de novo e experimentar mais. Por muito tempo a África do Sul ficou apenas na prateleira de “destinos exóticos” (ou tudo o que é um pouco mais diferente que a gente). Hoje, já sabemos que é um país diverso, de vários nichos, de cultura rica, com similaridades e diferenças em relação à nossa, como muitas ao redor do mundo. Exótico? Talvez. Mas nós não somos exóticos para americanos por causa dos biquinis de nossas mulheres, ou para alguns povos por tomarmos tanto banho? Esqueça esse negócio de destino exótico. A África do Sul é única e diferente. Com certeza.
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FUSO HORÁRIO
São cinco horas a mais em relação ao Brasil.
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ACESSÍVEL – DISTÂNCIA
Como estava na lista dos destinos exóticos, para muitos a África do Sul era um lugar lindo, mas longe e caro. Porém, o destino está a menos de oito horas de voo direto de São Paulo (no retorno é uma hora e meia a mais, pelos ventos). A SAA voa diariamente para Johanesburgo e de lá para toda a África do Sul e países vizinhos. Há previsão de mais frequências, além do reforço para a copa. A Tam, que iria voar este ano para o país, adiou para 2010.
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ACESSÍVEL – BUROCRACIA
A África do Sul não requer visto de brasileiros. Ele é entregue na hora da entrada e colado em uma meia página. Para tal, as autoridades sul-africanas exigem uma página em branco no passaporte. É obrigatória a apresentação do certificado de vacina contra a febre amarela. Como no Brasil, há várias doenças em áreas de selva, como a malária. Siga as recomendações dos lodges e dos rangers. Repelente e roupas compridas são essenciais. Além de um seguro saúde, para dar mais tranquilidade, e seus remédios habituais. Não vai ter Neosaldina, Buscopan ou Cataflan no meio da savana
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ACESSÍVEL – GASTOS
Há pacotes prontos, com aéreo e terrestre, bem acessíveis, e com parcelamento. A experiência do game lodge (hotéis de selva para fazer os safáris) encarece o pacote, mas geralmente têm sistema tudo incluído. Ir à África do Sul e não fazer safári, ainda mais na primeira vez, é heresia. No dia a dia, o custo de vida é muito barato. Táxis, refeições, presentes, cinema, tours e mesmo a hotelaria são mais baratos que no Brasil ou nos Estados Unidos. Ou seja, o luxo é mais acessível. Como o dólar e o real estão variando bastante ultimamente, é bom dar sempre uma margem de 10% a 15% para os gastos. Um real pode comprar de oito a dez rands, a moeda local. Na soma total, não é uma viagem mais cara que para os EUA ou a Europa. Muito pelo contrário.
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HISTÓRIA
Da origem do homem ao apartheid, a história da África e da África do Sul envolve lutas, turbulências e conquistas. Hoje, a nação sul-africana vive seu melhor momento, ainda cheio de cicatrizes desde as primeiras eleições diretas, em 1994. Muito dessa história está espalhada pelo país e, com a Copa de 2010, a África do Sul quer mostrar um evento africano, de união dos países de um continente tão diverso.
Chamada pelo arcebispo Desmond Tutu, um dos quatro Nobel da Paz do país, de Nação do Arco-íris, a África do Sul tem 11 línguas oficiais, mas o inglês é amplamente falado nas nove províncias. A população inclui a maioria de povos nguni (o que inclui os zulu, os xhosa e os swazi) e ainda sotho, tswana, tsonga, venda, afrikaners, ingleses, índios, coloured (coloridos), khoi, san e imigrantes da África, Europa e Ásia. Ufa!! Mas é essa mistura, muitas vezes à força, outras resistentes, é que faz do país um dos mais ricos culturalmente.
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SERVIÇO
Um país com marcas do apartheid, a África do Sul ainda tem uma separação entre empregos mais voltados a negros e outros mais ocupados por brancos. Como o governo é dominado por africanos negros, a democracia racial é mais sentida na área pública. Nos hotéis e no comércio, os brancos estão nas posições de maior destaque (e no Brasil não é tão diferente, sendo que aqui a segregação invisível é de acordo com o status social e não por causa da cor da pele – ou não somente por isso). Os sul-africanos negros são muito frequentes nos lodges e hotéis em geral e estão um passo além do bem servir nato do brasileiro. Já se nota a qualificação por trás dos belos sorrisos brancos. O país tem uma hotelaria de luxo legítima. E luxo sem serviço não existe. Isso o Brasil poderá olhar de perto na Copa de 2010.
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MÃO INGLESA
Além de precisar de carteira de habilitação internacional, quem dirige por lá tem de se acostumar com a mão inglesa. Dirigir é importante para explorar alguns trechos, mas é dispensável em outros. E sempre há a opção de transfers privativos, trens, aviões de todos os tamanhos.
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ELETRICIDADE
Se o viajante não aprendeu a levar aquele kit de plugs para todos os países, vale o conselho de comprar um adaptador na África do Sul ou pedir na recepção do hotel. A corrente é de 220 V.
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IMPOSTOS
Há devolução de impostos para algumas compras feitas por turistas, acima de 250 rands. É preciso ter a nota da loja tax free e a troca do imposto é feita no aeroporto.
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AS NOVE PROVÍNCIAS
São apenas nove províncias, mas o país tem três capitais, Pretoria, onde fica o presidente Jacob Zuma, Cape Town, a capital legislativa, e Bloemfontein, capital do judiciário. Johanesburgo é a cidade mais importante política e economicamente, mas não é capital. Conheça a seguir um pouco de cada uma das nove províncias.
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EASTERN CAPE
Nelson Mandela nasceu aqui, na cidade de Qunu. Fica nessa província também o maior bungee jump comercial do mundo, em Tsitsikamma, que também é conhecida por um litoral belíssimo e florestas bem antigas. No Vale da Desolação, as atrações são esculturas de pedra formadas por erupções vulcânicas de mais de 100 milhões de anos. Ah..., o maior abacaxi do mundo está na cidade de Bathurst. A província é banhada pelo Oceano Índico.
Cidades importantes: Port Elizabeth, ponto extremo leste da Rota Jardim, Bhisho e Grahamstown.
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FREE STATE
Bem no centro do país, a província tem como destaques as montanhas Maluti, de arenito dourado, dentro do parque Golden Gate; e Clarens, uma cidade que respira arte e história. Cidades importantes: Bloemfontein
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GAUTENG
É a menor e mais poderosa província (não confundir com os dois países que estão “dentro” do território sul-africano: Lesotho e Suazilândia). Em Pretória, visita imperdível e emocionante é ao The Cradle of Humankind (O Berço da Humanidade). Há quatro milhões de anos, acredita-se, foi ali que ficamos em pé pela primeira vez. Em Johanesburgo, Soweto se orgulha de ter sido lar de dois premiados com o Nobel da Paz: Desmond Tutu e Nelson Mandela.
Cidades importantes: Johanesburgo e Pretória.
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KWAZULU NATAL
É onde estão as deslumbrantes montanhas de Drakensberg, com centenas de pinturas em cavernas. No Greater St. Lucia Wetland Park, a diversão está em dunas, pântanos, florestas, barreiras de corais e gramados. É um dos patrimônios da humanidade.
Em Durban, o destaque é a orla vibrante e a influência da cultura indiana. E para saber da história dos zulus, não dá para evitar The Battlefields (Os Campos da Batalha), local de sangrentas batalhas entre os zulus, os boer e os britânicos.
Cidades importantes: Durban, Richards Bay e Pietermaritzburg.
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MPUMALANGA
Há algumas palavras que parecem impossíveis de serem ditas. Mas um local com certeza vai te ensinar. Nessa província está o Kruger National Park, com a maior diversidade de espécies selvagens de todo o continente. Não perca o Blyde River Canyon (verde, ao contrários dos demais pelo mundo, que são de rocha, geralmente avermelhada) e o Jardim Botânico de Nelspruit, além do museu Pilgrim’s Rest, que reproduz uma vila vitoriana da corrida do ouro.
Cidades importantes: Nelspruit
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NORTHERN CAPE
Única província que não tem uma cidade como sede da Copa de 2010, mas tem o mais novo patrimônio histórico da humanidade, Richtersveld. A segunda maior queda d’água do país, Augrabies (grande barulho, na língua khoi), também fica aqui. Aliás, parênteses para dizer que Victoria Falls, as famosas cataratas africanas, não estão na África do Sul e sim no Zimbábue, com quem faz fronteira (outros paízes vizinhos são Botsuana, Moçambique, Lesotho, Suazilândia e Namíbia). Ah, o The Kgalagadi Transfrontier Park é um dos maiores ecossistemas preservados do planeta, em área maior que a Suíça.
Cidades importantes: Kimberley
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NORTH WEST PROVINCE
O famoso seis estrelas sul-africano The Palace of the Lost City, que alguns chamam de brega e exagerado, mas que todo mundo quer conhecer, fica aqui. Também nessa província está o local do maior e mais antigo impacto de meteorito com cicatrizes ainda visíveis: o Vredefort Dome. Cidades importantes: Klerksdorp
19 WESTERN CAPE Robben Island (onde Nelson Mandela ficou preso por 27 anos); a variedade de vegetação; a Cidade do Cabo; o Cabo da Boa Esperança; os vinhos e a observação de baleias fazem dessa província uma das mais procuradas por turistas. Cidades importantes: Cape Town (Cidade do Cabo), George (centro da Rota Jardim), Saldanha e Mosselbaai.
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LIMPOPO
Um dos destaques da província é o Mapungubwe Cultural Landscape, considerado patrimônio mundial e onde foram encontradas evidências de comércio entre a África, a Arábia e a Ásia. Nas cavernas de Makapansgat Valley foram encontrados fósseis que datam de 3,3 milhões de anos. Para quem gosta de safáris, Limpopo também tem os ‘big five’. Os safáris são feitos na área de Waterberg. Cidades importantes: Polokwane
BOA VIAGEM Para ir de uma cidade a outra os melhores meios são o avião e os trens de luxo. De carro, opte pelas rotas recomendadas pelos operadores. Há alguns navios que fazem de Cape Town uma de suas paradas. No mais, explore ao máximo o que o país tem a oferecer. Você não vai se arrepender. E vai querer voltar.
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