África do Sul
O elefante é um dos “big five”, ao lado do leão, rinoceronte, leopardo e búfalo selvagem Atrações

1 TEM QUE FAZER?
É o carro-chefe da África do Sul e passeio obrigatório. E uma experiência única, pois nunca um safári será igual ao outro. Afinal, estamos lidando com a natureza selvagem (veja dica 4) e com animais, que têm hábitos como todos nós, mas são imprevisíveis. Ao subirmos no topo da Montanha da Mesa, na Cidade do Cabo, do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ou do Empire State Building, em Nova York, sempre poderemos apreciar as belas vistas, ficar horas maravilhados e o que pode mudar é o dia estar mais ou menos chuvoso. No caso de um safári, em plena savana, pode ser que uma cena espetacular dure 30 segundos e nunca mais se reveja algo parecido na vida, mesmo que se façam outros 100 safáris (ou game drives, veja na dica 2). E nunca vamos nos cansar de ver leões e leopardos.

2 ONDE FAZER UM SAFÁRI?
Os lugares mais nobres são os chamados game lodges, hotéis de selva que têm seu próprio safári. A área mais conhecida é a do Kruger Park e em seu entorno. O entorno tem bem mais opções, por se tratar de área privada. Ou seja, há centenas de opções, de vários níveis e com garantia de que os animais serão vistos. Dentro do Kruger Park, gerenciado pelo governo, há poucos game lodges, como os Singita, e por isso há ainda mais privacidade e luxo. Mas nem só do Kruger ou do entorno vive a experiência de se fazer um safári. Há opções perto de Johanesburgo (um safári de balão, por exemplo), no deserto de Kalahari (que se estende por Botsuana e Namíbia) e até no litoral da Rota Jardim. Mas como são menos conhecidos, vale ir somente por indicação de quem foi. Não perca, porém, a região de Sabi Sands (entorno do Kruger) e o Kruger propriamente dito. Para começar, não há melhores locais na África do Sul, com grande diversidade de animais e muitas opções de qualidade.

3 Como se chega aos game lodges
Depende do lodge ou do local do safári. Johanesburgo é o portão de entrada para a África do Sul por via aérea. Seu aeroporto tem voos para diversas cidades sul-africanas e para os países vizinhos. Companhias como a Federal Air oferecem voos para as regiões dos lod­ges, mas os bilhetes são caros, portanto mais adequados para as viagens de luxo. Os voos são curtos (de meia hora a duas horas no máximo) e feitos em aviões pequenos. Dependendo do lodge para-se em um hub no meio da caminho, para seguir em uma aeronave menor ainda. Quem não se incomoda com aviões pequenos deve considerar esse gasto a mais, pois economiza-se muito tempo. A alternativa é pegar voos regulares para cidades mais próximas ao lodge e de lá seguir de carro. Para quem não tem tempo, pode significar um dia perdido com transfers. Com o avião de empresas como a Federal Air, antes do almoço já se está no lodge. Em alguns casos, o automóvel vai ser a melhor opção. Se você já está fazendo a Rota Jardim de carro, por exem­plo. Ou se escolheu um safári perto de uma grande cidade. Para fazer safáris de balão, por exemplo, há saídas de Johanesburgo e em menos de duas ho­ras se está no local, com retorno depois do almoço.

4 LUXO OU POPULAR?
A África do Sul tem, literalmente, centenas de opções. São mais de 500 hotéis de safári, de todos os tipos e níveis. Quanto mais luxuo­so, além dos mimos e do conforto, haverá mais exclusividade. Nos lodges Singita, por exemplo, quando um animal é avistado, há regras para a quantidade de carros que podem parar ao mesmo tempo, no máximo três. Nos lodges mais populares, que dividem parte de alguma reserva ou trabalham em conjunto, pode haver engarrafamento de jipes, perdendo-se assim a sensação de exclusividade, silêncio e vida selvagem. No caso do Singita Lebombo, dentro do Kruger Park, só há carros do Singita. Em Sabi Sands, no Singita Ebony, há trabalho conjunto com um lodge vizinho, mas as regras são mantidas. Nos lodges de luxo, há horários fixados para os passeios (geralmente manhã e tarde), mas o hóspede pode pedir passeios extras exclusivos e em diversas modalidades (a pé, de mountain bike). O luxo na África do Sul é levado a sério e o hóspede faz o que quer. Nos resorts mais populares, o objetivo final, ver animais, é atingido. Mas sem tanta flexibilidade. Uma opção bem interessante para quem está com a grana curta é o auto-safári do Kruger Park. Dorme-se em um camping ou pousadas populares ao longo da estrada asfaltada e o safári é feito com o carro do visitante. Ele não pode sair do veículo e deve seguir as áreas sinalizadas (nada de ver um animal e ir seguindo o bicho savana adentro). Há fiscalização constante para evitar a quebra das regras. É possível ver, com sorte, todo tipo de animal. A reportagem da PANROTAS, ao se dirigir à pista de pouso para retorno a Johanersburgo, viu um grupo de leões na beira da estrada. De graça e em cenas bem bonitas. Há também os lodges que optam por um estilo mais rústico e aventureiro, para enfatizar a integração com o ambiente.

5 GAME DRIVE
Os lodges de luxo chamam safári assim. Game vem de caça (é como se designam os animais a serem caçados) e drive é porque o safári é feito em land rovers abertas, com os bancos em degraus – a última fileira fica mais no alto e a primeira quase que na altura do motorista, que é o ranger (guia do safári). Além do ranger, acompanha o safári o tracker, rastreador de pegadas e outros sinais que os animais deixam. Ele vai em uma cadeirinha na frente do carro e só entra quando há felinos por perto. Lodges que têm games próprios são chamados de game lodges. Estimam-se em 600 os game lodges dentro e ao redor do Kruger Park, dos mais diversos estilos.

6 O QUE LEVAR?
O mínimo possível, pois carros e aviões pequenos têm espaços limitados para bagagem. Vai ficar muito tempo na África e tem de levar muitas malas? Separe a do safári, pequena e com o essencial, e guarde o resto no aeroporto. A Federal Air possui depósito em seu hangar de embarque. Nem pagando o turista pode levar excesso de peso e para guardar a mala o passageiro que for voar com a empresa nada paga. Hotéis também oferecem o serviço de guardar bagagem para quem vai a um safári. O que deve estar na sua mala: binóculos (os lodges geralmente têm para emprestar, alugar ou vender), óculos de sol, chapéu ou boné, repelente (os rangers sempre levam e nos lodges há à vontade para os clientes, mas é sempre bom ter o seu à mão), protetor solar, camisas de manga comprida, calças compridas, casacos (cedo e à noite a temperatura cai bastante), máquina fotográfica, com cartões e ba­terias extras, pois a vontade de tirar fotos é incontrolável, roupa de banho (não para nadar com os hipopótamos, mas no Singita Lebombo, cada bangalô tem piscina privativa, por exemplo), sapatos confortáveis (com meia) e remédios básicos a que se está acostumado ou que se deve tomar com regularidade. Os lodges de luxo oferecem mimos como mantas e bolsa de água quente nas land rovers, livros com a descrição de animais e pássaros, mapas, e ainda têm lojas bem equipadas, com produtos úteis e também artesanato típico.

7 SELVAGEM MESMO?
O ranger da PANROTAS no Singita Ebony, em Sabi Sands, Brett, garantiu que os animais do Kruger Park e entorno são 100% selvagens. Só que já se acostumaram às land rovers. Eles os veem como se fosse um “outro animal”, algo que não lhes ameaça. Um ou outro elefante tenta enfrentar esses desconhecidos (abanando as orelhas violentamente e ameaçando avançar). Alguns porcos do mato se assustam. Mas a maioria não está nem aí. Tanto que os carros passam ao lado dos animais e eles nada fazem, pois poderiam muito bem pular dentro das rovers. Todo ranger sempre anda com seu rifle ou espingarda, que fica a sua frente no carro. Se ele desce do land rover por qualquer motivo, leva a arma, fora da capa protetora e engatilhada.

8 HÁ INTERAÇÃO COM OS ANIMAIS?
Nem pensar. As regras número um e dois dos safáris são: não sair do carro e não se levantar. Ou só fazer isso quando o ranger permitir (no caso de paradas para tomar café ou mesmo tirar fotos. Nosso guia no Singita Lebombo, no Kruger Park, nos levou, fora do carro, até a beira de um rio lotado de hipopótamos. Incrível). Mas levantar-se ou se destacar do grupo (da unidade land rover) pode fazer com que os bichos vejam uma ameaça. E aí, desculpem o trocadilho, viram feras. Ataques a turistas desavisados não são raros. Mas para isso o visitante tem de ter quebrado alguma regra ou o animal estar reagindo a uma provocação. No safári popular, se sair de seu carro e não for visto pelas autoridades, pode ser devorado por um leopardo. Tem sempre uma história como essa para ser contada pelos rangers, como o cara que desceu do carro para fazer xixi e nunca mais voltou... O animal que mais mata na região é o hipopótamo, especialmente dentro dos rios, que eles veem como seu território. Se ele sentir que você está invadindo sua área (o rio, no caso) ele vai atacá-lo. E se ele correr para o rio e você estiver na frente, reze. Assim como as fêmeas com filhotes (de leão, de cheetah, de leopardo) farão o mesmo (virar fera) se alguém se aproximar dos inofensivos bebês felinos. As fêmeas de elefante também são conhecidas pela agressividade ao verem sua prole ameaçada. Alás, como se sabe se os elefantes estão por perto? Não, não há óculos escuros espalhados pelo chão, como na piada infame, mas árvores destruídas, por sua fúria ao comê-las, para seguirem adian­te com mais facilidade ou mesmo para coçar as costas. São uns destruidores esses elefantes... Os trackers são experts: sabem todas as pegadas, analisam fezes, sentem o cheiro, conhecem os hábitos... Pode confiar neles.

9 TEM CERCA?
Sim, o Kruger Park tem cercas para evitar que os animais selvagens invadam vilas que ficam bem perto do parque. Os lodges também usam cercas elétricas para evitar animais grandes (elefantes), mas é claro que não fecham as portas e fronteiras para os animais. O legal, afinal, é vê-los da janela dos quartos. À noite, para chegar aos apartamentos, os lodges recomendam que se faça isso acompanhado de um funcionário (armado). Parte da cerca do Kruger na divisa com Moçambique foi derrubada para que os animais transitem entre as áreas verdes dos dois países. A região do Kruger é a mais co­nhecida para safáris na África do Sul e é dividida entre propriedades privadas e área governamental (a área nobre). O governo sul-africano só concedeu a seis empresas o direito de explorar lodges em sua área, uma deles é a Singita, com os lodges Le­bombo e Sweni, perto da fronteira com Moçambique.

10 CAÇA
Sim, há caça na África do Sul. Mas não no Kruger, que é uma reserva animal e natural. Nos safáris, é proibido tocar nos animais. Idem para alimentá-los, jogar lixo na savana e outros hábitos ecologicamente incorretos.

11 BIG FIVE
Na verdade, o mito dos cinco grandes animais da África vem da caça. Eram os mais difíceis de serem caçados: o búfalo selvagem, o leão, o elefante, o rinoceronte e o leopardo. Por tradição, levou-se esse mito aos safáris fotográficos e todo mundo quer ver os ‘big five’, o que não é difícil. Mas quem seguir apenas a meta dos ‘big five’ deixará de fora animais ainda mais difíceis de serem vistos, como a cheetah e os cães selvagens, esses verdadeiras raridades. Outro animal difícil de ser visto: o rinoceronte preto, que, como o branco, é cinza. Coisas da língua… Hipopótamos (muito agressivos e letais), zebras, girafas e crocodilos também fazem parte da lista de ouro. Já impalas (alces, veados, bambis e todas as variações, algumas muito interessantes, com cores e listras exóticas) são uma ‘praga’ e estão por todos os lados. Na verdade são comida de leão, leopardo… Estima-se em dois mil o número de leões presentes no Kruger e em 120 mil o de impalas. Há ainda o top five de carní­voros, que estão no topo da cadeia alimentar: leão, leopardo, cheetah, hienas e cachorros selvagens. Mas o ideal é que o viajante esqueça as listas e vá fazendo a sua própria, que sempre será acrescida de um novo animal, nas tantas idas que com certeza irá querer fazer à África do Sul e à África em geral.

12 OLHOS BEM ABERTOS
Todo animal pode surpeendê-lo. Prestar atenção é regra importante. Assim como falar pouco e baixo. Todo mundo quer ter o prazer de ser o primeiro a avistar um leopardo. É difícil (já que os rangers falam entre si e um avisa ao outro sobre animais nobres avistados), mas prestar atenção é essencial para se conseguir.

13 HISTÓRIA DE RANGERS
Pergunte tudo e mesmo se não ti­ver assunto, faça seu ranger contar alguma história. Elas são ótimas e geralmente verdadeiras. Um pouco antes do inverno, por exemplo, os impalas machos estão no cio e acabam produzindo sons altos (urros) durante todo o dia. Resultado: chamam a atenção dos leões e viram presa fácil. Para defender seu território os machos batem chifres uns contra os outros. Também perseguem as fêmeas com alarde. Resultado: leões e leopardos nem precisam de muito para atacá-los. Ver o leopardo à espreita, dando passos como um bailarino clássico, mais leve que uma pluma, é emocionante. Uma experiência que só a África proporciona.

14 Seguem regulamentação do governo, mas podem fazer safáris off-road, indo mais perto dos animais. E têm o tracker, que vai em um banco na frente das land rovers. Alguns ambientalistas acham que há muitas estradas no Kruger e no Singita, por exemplo, e optam por “fechar” algumas alternadamente. Nos lodges Singita, ao avistarem um animal, os guias (rangers) se falam, para que todos tenham oportunidade de ver um animal raro. Mas apenas três carros por vez podem ficar observando. Assim, tem de haver um rodízio e bom senso de todos. Em outras reservas, há casos de 40 carros observando um mesmo animal. Paga-se mais caro para estar no Singita, mas há o benefício de um safári mais exclusivo e responsável. O mesmo se vê nos lodges com proteção ambiental e cuidados com a natureza. O lodge Singita Lebombo foi todo construído para não deixar marcas na terra. Pode ser totalmente desmontado e ninguém notará que um dia houve um lodge ali.

15 EM QUE HORÁRIO?
Os safáris da manhã são sem dúvida os melhores. Saem entre cinco e seis e meia, que e é quando os animais estão mais ativos. No verão, faz muito calor durante o dia e muitos não saem das tocas. Geralmente os lodges fazem safárias pela manhã e no fim do dia, para observar alguns animais à noite. Os rangers usam faróis possantes para iluminar algumas áreas e pode-se ver desde leões até hienas, bastante ágeis à noite. Difícil é tirar fotos e ver pássaros. O safári do dia é melhor, mas, como já dito, cada safári é uma experiência única. Faça todos os que estiverem inclusos. E ainda os alternativos, como a pé ou de mountain bike. Adrenalina pura. No caso do mountain biking, o turista vai acompanhado de um ranger, também de bicicleta, e o tracker vai seguindo os dois, com arma em punho. Qualquer problema ou ameaça, a recomendação é seguir para o carro. É uma emoção a mais, andar de bicicleta em meio a zebras e elefantes. Há quem consiga ver os ‘big five’ em uma única saída pela manhã. Mas isso Não significa que a aventura acabou.

16 LOCAL
Os rangers recomendam que se façam quatro safáris, para que a variedade de animais seja avistada. Eu acrescentaria, além da quantidade de game drives, a diversidade de locais. Girafas, por exemplo, só vi em Lebombo. Os felinos em Sabi Sands são mais abundantes… Só há rinoceronte preto em Lebombo e lá os animais são vistos em bandos maiores. Ou seja, são experiências diferentes. Passar três ou quatro noites em lodges é uma boa idéia (encontrei um casal sul-africano, de Cape Town, que estava de férias, ficando duas noites em cada um de três lodges, totalizando seis), mas o melhor é dividir essas noites em lodges de regiões diferentes. E nem só de luxo vivem os lodges: há alguns rústicos, com acampamentos, como dito; outros moderados; e até os que ofe­recem estrutura e os visitantes dirigem seus próprios carros por estradas sinalizadas e até asfaltadas (veja ítem 4). Claro que, nesse caso, veem-se os animais mais acessíveis, como zebras e impalas. Mas vai que aparece um leão perdido?

17 TEM TIGRE NA ÁFRICA?
Claro que essa é a ‘pergunta-gafe’ mais feita pelos turistas de primeiro safári. Não, não há, obviamente. Mas há crocodilos do Nilo. Servem?

18 OUTROS BICHOS
Alguns animais são mais difíceis de serem vistos. Ou melhor, ninguém quer ver, como cobras e aranhas. Mas há uma variedade grande na savana africana e podem ser interessantes. São vistos nos safáris a pé, mas quem tem horror a insetos e cobras deve passar longe. Nos lodges esses bichos também aparecem, por isso é lei deixar portas e janelas sempre fechadas. Há aranhas que viram atração turística de tão grandes e coloridas. Uma outra ameaça nos lodges são os macacos, especialmente babuínos. Eles roubam de tudo e levam para a savana. Chegam a destruir quartos inteiros. Levam garrafas de bebida, deixadas ao longo do caminho. Saqueiam toda comida que encontrarem nos quartos.

19 Sensação de perigo
Existe em vários momentos. Por que esse leopardo não pula dentro da rover, que é aberta? Isso é o que pensamos. Mas os visitantes não são ameaça a eles (desde que não se levantem ou saiam do carro) e os animais se acostumaram mesmo aos veículos e seus motores, desligados na hora da observação mais próxima. Mas lado a lado com um animal selvagem tudo pode acontecer… Portanto, fica aquele friozinho na barriga sim.

20 INVERNO OU VERÃO?
O concierge Adriaan, do Singita Lebombo, disse que um dia de verão na África do Sul tem média de 48°C. Já houve picos de mais de 50. Por outro lado, nessa época os rios estão cheios, chove mais, e os animais ficam mais espalhados, alguns optando pelas estradas, mais secas. No inverno, com bastante frio pela manhã e à noite, eles ficam onde tem água, e são vistos mais facilmente. Não se esqueça: cada experiência será única e recompensadora.

21 PODE FAZER XIXI NA SAVANA?
Pode. E até o número dois, se a vontade for incontrolável. Mas só com autorização do guia, que sabe onde parar e fica de olho nos arredores. Claro que nada além da marcação de território pode ficar na savana. Aliás, o cheiro de xixi de alguns animais, como o elefante, é bem forte e não queira passar por eles nesse momento...

22 MANADAS, MATILHAS
Aquelas imagens de animais corendo em bandos, tipo a aber­tura do desenho animado Rei Leão existem, mas são mais raras na África do Sul, onde é mais comum ver pequenos grupos. O que não quer dizer que zebras, elefantes e girafas não possam surpreender com algumas dezenas de integrantes de seus grupos. Já os impalas...bom, esses não contam. Estão por toda parte.

23 ENTRE-SAFÁRIS
Entre um safári e outro há muito o que fazer nos lodges. Comer é uma das atividades mas tentadoras, mas não a única. A gastronomia nos lodges é muito boa e farta e eles operam em sistema all-inclusive. Portanto, comer não é problema. Mas também há spas, piscinas, jogos e passeios alternativos. Alguns, são para as comunidades mais próximas, geralmente on­de vivem os funcionários. Há uma cobrança de taxa, que no Singita Ebony se garante ser para as comunidades. Nada de lucrar com essa visita mais antropológica. Pode-se experimentar comidas típicas, comprar artesanato, ouvir histórias e conhecer mais esse povo acolhedor e simpático, muito parecido com o brasileiro. Geralmente não há TV nos apartamentos, mas o luxo compensa. No Singita Lebombo, os bangalôs têm cama na varanda (com mosquiteiro, lanterna e apetrechos), ducha do lado de fora do quarto (e outra dentro), Ipod com seleção musical variada, jogvos, banheira com sais de banho, frigobar equipado... Dá para passar uma tarde divertida e saborosa, sem falar na decoração deslumbrante.

24 CRIANÇAS
Nos lodges mais reservados, crianças pequenas não são aceitas. Pode até ser maçante para elas. Os mais próximos às grandes cidades não apenas aceitam como têm programas especiais para os pequenos.

25 ROMANCE
Os game lodges são muito procurados por casais. Quem estiver comemorando algo (aniversário de casamento, lua-de-mel, ani­versário de um dos dois...) deve avisar ao concierge dos lodges. Geralmente, nos lodges de luxo cada concierge é responsável por um ou dois bangalôs. E estão lá para atender qualquer pedido. A reportagem da PANROTAS, no Singita Ebony, acompanhou um jantar especial para três casais, em um local isolado na savana, rodeado de piras, cozinha ao ar livre e animais rondando o ambiente e devidamente afugentados pelos rangers. Luxo e romance. Também ganhamos festa de aniversário no quarto, com direito a jantar servido no bangalô, bolo e feliz aniversário cantado por funcionárias, na língua local. O máximo.

26 CONVIVÊNCIA
Os lodges dividem os hóspedes em grupos e geralmente essas pessoas se verão nos mesmos passeios e nas refeições. Quem quiser, pode pedir um passeio exclusivo, mas não são todos os lodges que podem oferecer essa exclusividade. Os grupos também são ótima forma para fazer amizades, dividir as experiências dos safáris e aprender coisas interessantes de outros países, ou mesmo da África do Sul, já que muitos sul-africanos buscam os safáris para comemorações.

27 É CARO?
Sim, é caro. Mas o custo-benefício é geralmente muito bom, pois o serviço dos lodges é ótimo e o sistema é tudo incluído (all-inclusive). E a experiência vivida é uma das mais ricas do mundo. Porém, mais uma vez, vale ressaltar que há lodges mais em conta, com experiências também enriquecedoras.

28 QUANTOS DIAS?
O ideal é ficar pelo menos dois dias em cada lodge e em pelo menos dois lodges de regiões diferentes na viagem. Com isso, o hóspede terá chance de fazer de três a quatro safáris por lodge, além de ver paisagens diversas. Escolha, por exemplo, uma região mais montanhosa, como no Singita Lebombo, no Kruger, e outra mais plana, como no Singita Ebony, em Sabi Sands.

29 O LADO RUIM?
Difícil encontrar, mas é bom deixar claro a quem compra o que está incluído. Às vezes o transfer é longo, o serviço é mais econômico... É como ir a Las Vegas e ficar em um três estrelas. A imagem que nos vendem da cidade é de luxo e glamour, o que raramente se vê em um três estrelas. Mas quem quer glamour, tem de pagar por ele. Vale destacar ainda que se trata de uma região selvagem e não obedecer as regras pode colocar todo o grupo em perigo. Pegar um grupo de turistas engraçadinhos e irresponsáveis pode trazer problemas. Peça para mudar se antevir alguma confusão.

30 VALE A PENA?
Sem dúvida. A África é o continente-mãe e um safári nos coloca em contato íntimo com esse passado. Por isso, quanto mais reservado e exclusivo o safári, melhor. Se não tiver jeito, o negócio é esquecer o passado e se deliciar com o presente, com animais selvagens cara a cara.

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