O diretor comercial da Varig, Lincoln Amano, encerrou a série de apresentações da reunião mensal da TMC Brasil, realizada hoje, no Tryp Iguatemi, em São Paulo. O objetivo foi esclarecer aos membros do grupo os porquês das últimas decisões de cancelamentos da Varig, especialmente no internacional de longo curso.
Amano reafirmou que as mudanças não querem dizer que a companhia está enfraquecida, mas que mudou a estratégia com a finalidade de focar os negócios no Brasil e na América do Sul. As alterações também foram conseqüência de falta de aeronaves e aumento do custo do combustível. “Chegamos a US$ 120 o barril do petróleo e é claro que isso atrapalha a todos”, apontou. “Todas as nossas rotas estão rentáveis e vamos anunciar produtos muito interessantes principalmente para o mercado corporativo”, afirmou Amano.
O diretor antecipou que as rotas São Paulo-Manaus e Rio de Janeiro–Brasília–Manaus são exemplos de operações que serão beneficiadas com serviços ainda mais elaborados dedicados aos executivos. “Gostaríamos de poder fazer mais “barulho” para todas as ações que a Varig está fazendo e, assim, tirar a idéia de que estamos enfraquecidos. Porém, estamos de mãos atadas até que saia a liberação do Cade”, explicou o diretor.
Reafirmando que o foco da Varig será oferecer serviço de bordo diferenciado, vôos diretos e mais conforto dentro das aeronaves, Amano disse que após a liberação do Cade uma das primeiras ações estará focada em sentar com cada uma das grandes agências corporativas e estabelecer acordos e metas. “Ainda não tivemos a consolidação necessária do produto para cobrar de vocês mais participação. Porém, quando tudo estiver liberado faremos parcerias fortes com cada uma das grandes agências”, afirmou o diretor aos membros da TMC.
“Estamos satisfeitos em saber que tudo está claramente explicado e o que mais queremos é uma Varig forte. Preferimos que a companhia esteja com uma malha menor, porém com mais firmeza no mercado. Queremos fazer parte deste processo de divulgação das ações da Varig e ajudar a reafirmar a qualidade da marca”, afirmou o presidente da TMC Brasil, Nelson Spielmann.
A expectativa é que a liberação do Cade para a compra da Varig pela Gol saia em um mês.