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Publicada em 23/7/2008 14:04:00

Barioni (Tam) esclarece tarifas e distribuição à TMC

Na home, Nelson Spielmann, entre Klaus Kühnast e David Barioni. Os representantes da companhia com os associados da TMC
Na home, Nelson Spielmann, entre Klaus Kühnast e David Barioni. Os representantes da companhia com os associados da TMC
O presidente da Tam, David Barioni, que acumula a vice-presidência de vendas, desde a saída de Wagner Ferreira, e o diretor comercial da companhia, Klaus Kühnast, estiveram reunidos nesta manhã, no WTC Hotel, em São Paulo, com os associados da TMC Brasil (Amex/Flytour, Avipam, BBTur, Carlson Wagonlit, HRG, Kontik e Maringá). Entre os temas debatidos estavam as bandas tarifárias, a presença nos GDSs, a crise do petróleo e a infra-estrutura aeroportuária. “Foi uma reunião que abrangeu mais o atual momento da aviação brasileira do que, necessariamente, assuntos específicos da relação comercial”, afirmou Kühnast.

No entanto, temas como a flexibilidade das bandas tarifárias foram questionadas pelos associados e respondidas pelos representantes da companhia. “Somos como uma imobiliária, vendemos espaços. No entanto, nosso produto é mais perecível que um terreno e por isso não há problema algum em sentar e discutir bandas tarifárias”, afirmou Barioni. “Podemos sentar com cada um de vocês e adaptar o produto aos clientes”, completou Kühnast.

O diretor comercial afirmou que acredita na força dos associados para ajudar a Tam nas vendas do internacional e da classe executiva. “A classe executiva tem dois problemas: a venda e o cancelamento. Todo cancelamento é ruim, mas na executiva é muito mais doloroso”, disse o diretor.

Como em encontros anteriores com a Tam, a questão da volta aos GDSs foi colocada em pauta. “A economia sem o GDSs é clara, mas a postura deles conosco mudou desde a criação do portal. Por isso, estamos em conversa com cada um dos sistemas e, além disso, estamos buscando evoluir cada vez mais o nosso portal”, explicou Kühnast, completando que apesar do preço do barril do petróleo e da busca por mais rentabilidade no negócios, a questão dos GDSs não fica de fora das prioridades da empresa.

Sobre oferta e demanda, associados da TMC dizem que apesar do aumento da oferta da Tam ter sido de cerca de 14% e a demanda ter crescido cerca de 7% muitas vezes isso não é sentido e ainda há falta de assentos em muitas rotas. Barioni fez questão de responder, dizendo que “o negócio da aviação civil é complicado, tendo em vista que não depende 100% da companhia. “Não temos como controlar Polícia Federal nos aeroportos, falta de infra-estrutura aeroportuária, controladores de vôos, entre outros. Assim nosso crescimento da oferta não pode ser baseado apenas na necessidade da demanda”, apontou.

O presidente da TMC Brasil, Nelson Spielmann, também da HRG, afirmou estar satisfeito com as colocações do presidente da Tam e disse ter tido “uma grata surpresa com os conhecimentos técnicos e de mercado do executivo”.

Sobre a ausência de um indicado para substituir Wagner Ferreira, ex-vice presidente de Vendas da Tam, Kühnast disse que este momento está sendo interessante para Barioni aproximar-se de questões que, caso tivesse um VP, ele não teria necessidade de se aproximar.
Marjori Schroeder

 

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