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Publicada em 3/2/2009 14:32:00

Eventos “verdes”: modismo ou tendência?

Carolina Gaete, da Gol, e Igor Tobias, da Tour House
Carolina Gaete, da Gol, e Igor Tobias, da Tour House
Preservar o meio ambiente e os recursos naturais são os retornos diretos e já conhecidos para quem realiza um evento “verde”. Mas quais são os outros retornos gerados por este conceito? Essa e outras perguntas foram respondidas hoje durante uma das sessões educacionais do 4º Lactte, que acontece até amanhã, em São Paulo. Carolina Gaete, da Gol, moderou a sessão, que teve as apresentações de Igor Tobias, da Tour House, e Kari Kesler, da Honeywell.

Kari levantou a questão: o evento “verde” é um modismo passageiro ou veio para ficar? De acordo com a própria palestrante, as preocupações com os recursos naturais só tendem a aumentar e, consequentemente, as empresas e os eventos vão ter de se adaptar a todas essas novas concepções. Igor Tobias concordou com Kari. Ambos definiram que o primeiro passo para realizar um evento ‘verde’ é pensar onde se pode economizar, ou seja, onde estão os exageros. Na sequência, há a necessidade de medir o que não foi possível economizar e buscar neutralizar estes gastos.

Ao serem questionados sobre o custo (financeiro) para realizar um evento ecologicamente correto, os palestrantes não negaram que “pode ser mais caro fazer um evento ‘verde’, mas o retorno é garantido”. De acordo com eles, o retorno vem no decorrer do tempo, quando a empresa pode colher o fruto por ser uma companhia ecologicamente correta e por ser respeitada por suas ações.

Entre os itens fundamentais para garantir a realização de um evento dentro dos critérios de proteção ambiental está a escolha do local e dos fornecedores. Optar um hotel ou centro de eventos que não demanda muitos gastos com transporte dos participantes pode ser, de acordo com Kerri e Tobias, um primeiro passo importante para arquitetar um evento. Além de toda a preocupação com uso de papel, plástico, eletricidade e água, dois outros fatores também entraram na lista de como ser ecologicamente correto: preocupação com a saúde e alimentação e serviços comunitários. “Ter um bufê com produtos orgânicos e comidas leves, além de incentivar atividades físicas durante o encontro são itens importantes. Além disso, servir a comunidade onde está sendo feito o evento também está dentro dos novos conceitos”, explicou Tobias.
Marjori Schroeder

 

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