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Publicada em 3/2/2012 15:09:00

Mais uma aérea europeia quebra: a húngara Malév

Um dos Boeing 737 da frota da aérea húngara (foto divulgação Oneworld)
Um dos Boeing 737 da frota da aérea húngara (foto divulgação Oneworld)
NOTÍCIA DO PRESSTUR, PARCEIRO EDITORIAL DO PANROTAS EM PORTUGAL

Uma semana depois de a espanhola Spanair parar de operar, hoje é a húngara Malév a comunicar que os aviões estão em terra. Outro fato em comum também é que nenhuma das empresas conseguiu um “acionista industrial” que financiasse a continuação das operações e que ambas estavam intimadas pela Comissão Europeia a devolver “ajudas de Estado”. O site da Malev publica hoje o aviso da término dos voos, dizendo que a companhia “cessa as suas operações para minimizar as suas perdas”. A empresa tinha 66 anos de atividades.

“Infelizmente, aconteceu o que mais receávamos e quisemos evitar com todas as nossas forças”, disse o CEO da Malév, Loránt Limburger, citado nesse aviso. Limburger deixa entender que a companhia não conseguiu suportar a pressão dos fornecedores para que pagasse adiantado os serviços.

O executivo diz que embora “até aos últimos dias houvesse perspectivas de continuar a operação” e a companhia continuasse a ter “a confiança dos passageiros”, “os nossos parceiros perderam a cofiança devido à informação publicada nos últimos dias e começaram a solicitar o pagamento adiantados dos seus serviços”. Ele acrescentou: “isto acelerou as saídas de dinheiro e a situação da companhia aérea tornou-se insustentável”.

Loránt Limburger diz ainda que “apesar das melhores intenções”, o proprietário da Malév, “não pode providenciar recursos financeiros adicionais para [poder continuar] a operar”, especificando que esse é o quadro depois da decisão da União Europeia, que impede as ajudas de Estado. “Considerando tudo isto, a administração decidiu ordenar a cessação da operação da Companhia Nacional Húngara. Pedimos desculpa a todos os nossos passageiros”, concluiu.

A Malév operava uma frota de 22 aviões alugados e tinha sido renacionalizada em 2010, depois de uma tentativa de privatização, que se verifou falha. De acordo com a imprensa internacional, o governo húngaro chegou a ter negociações durante o ano passado com a chinesa Hainan Airlines, mas que não resultaram no “acordo de cooperação” que ambicionava.

O “golpe de misericórdia”, dizem, foi a decisão, no dia 9 de janeiro, da Comissão Europeia a ordenar a devolução das “ajudas de Estado” recebidas pela Malév entre 2007 e 2010. No ano passado, a Malév teve um prejuízo de 24,6 mil milhões de florins (cerca de 84,4 milhões de euros). A empresa faz parte da aliança Oneworld.
Claudio Schapochnik
comentários
Luiz Magalhães
Vale do Piracicaba
enviado:
8/2/2012 12:18:33
Nenhuma surpresa... Economias pequenas de países pequenos (como Suiça, Belgica, Holanda, etc...) não tem condições de manter uma cia. aérea !

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