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Confiança no governo é uma das mais baixas do mundo

- Estatísticas
Ana Luiza Tieghi Ana Luiza Tieghi
Facebook/Michel Temer

A confiança dos brasileiros no governo aumentou três pontos percentuais, mas atinge apenas 24%, o que coloca o País na antepenúltima posição entre as 28 nações analisadas pelo estudo Global Edelman Trust Barometer 2017, realizado pela agência de comunicação integrada Edelman Significa.

Em 21 dos 28 países que participaram da pesquisa, a confiança no governo, nas empresas, em ONGs e na mídia registraram queda. No Brasil, 61% confiam nas Empresas, 60% em ONGs e 48% na Mídia, setor que apresentou a maior queda percentual, de cinco pontos.

O Brasil só acredita mais em seu governo do que a África do Sul e a Polônia.

Em todo o mundo, 53% dos entrevistados acreditam que o sistema atual entrou em colapso, é injusto e dá pouca esperança para o futuro. Só 15% avaliam que ele está funcionando. No Brasil, esse índice é ainda maior: 62% dizem que o sistema falhou, contra 13% que acreditam que ele está funcionando.

O cenário global de pessimismo se reflete na insegurança da população mundial. Seus maiores temores são a corrupção (40%), a globalização (27%), o desgaste dos valores sociais (25%) e a inovação tecnológica (22%). No Brasil, o índice de temor à corrupção é ainda mais alto: 70%.

Com medo, as pessoas tendem a se fechar em seus próprios problemas e apoiarem políticas protecionistas. Globalmente, 69% dos entrevistados acreditam na frase “precisamos priorizar os interesses de nosso país em detrimento aos do restante do mundo”. Quando perguntados se concordam com a frase “o governo deve proteger nossos empregos e a indústria local, mesmo se nossa economia crescer mais devagar”, 72% disseram que sim. No Brasil os números são 67% e 71%.

A mídia está perdendo credibilidade com a população, aponta o estudo. Em 17 dos países pesquisados, houve queda em seu nível de confiança, que hoje está em 43%. No Brasil, é de 48% - e registrou queda de seis pontos percentuais sobre o ano passado.

As ferramentas de busca são os tipos de mídia mais críveis, com 64% de aprovação no mundo, seguidas por editores humanos, com 41%.

Para o líder das áreas de Marca, Inteligência e Insights da Edelman Significa, Rodolfo Araújo, isso mostra que todos os meios são igualmente estratégicos. O indivíduo assume uma postura mais ativa ao formar opinião, já que busca ser o curador de seus próprios conteúdos por meio das fontes de sua preferência”, afirmou. “Esta diversificação midiática é a porta de entrada para conteúdos de diferentes canais”.

Porém, o estudo também mostra que as pessoas estão mais fechadas em suas próprias opiniões. No mundo, são quatro vezes mais propensas a ignorar informações que corroborem uma posição que não acreditam. No Brasil, são seis vezes e meia mais propensas.

O estudo é baseado em 33 mil entrevistas, realizadas em 28 países.
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