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Hilton assume dois hotéis e retoma presença no luxo em NY

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Leonardo Ramos Leonardo Ramos
Reprodução London NYC
Hilton anunciou em outubro a conversão do The London NYC para a sua marca Conrad
Hilton anunciou em outubro a conversão do The London NYC para a sua marca Conrad
Com o fechamento em março do icônico hotel Waldorf Astoria New York, como parte de uma reforma e remodelação planejada do empreendimento, a Hilton perdeu temporariamente um dos seus maiores representantes no mercado hoteleiro do país. Não demorou, porém, para o grupo retomar espaço na cidade de Nova York com novos investimentos.

Em outubro, por exemplo, o Grupo Hilton assumiu o London NYC, hotel vizinho do Central Park, anunciando planos para converter o empreendimento de 516 quartos em uma propriedade de marca Conrad até 2019. O hotel será o segundo de Manhattan com a bandeira Conrad da Hilton,
Skidmore, Owings & Merrill LLP/ rendering by Methanoia Inc
Waldorf Astoria New York, fechado por três anos para reforma
Waldorf Astoria New York, fechado por três anos para reforma
complementando o Conrad New York, de 463 quartos, que abriu na cidade em 2012.

A adição do Londres NYC ao portfólio aconteceu pouco depois da rede Hilton assumir a administração do One Un New York, o "Hotel da Onu", situado no coração da sede internacional das Nações Unidas. Agora nomeada Millennium Hilton New York One Un Plaza, a propriedade conta com 439 quartos e suítes e espaços para reuniões e eventos, além de áreas públicas e restaurantes.

Com os dois acordos, o Grupo Hilton acrescentou, em menos de dois meses, quase mil quartos de luxo para seu portfólio no centro de Nova York, compensando, ao menos em parte, a perda dos 1,4 mil quartos que administrava no Waldorf, antes de sua interdição para reformas - vale lembrar que ele reabrirá em cerca de três anos, embora com uma redução considerável do número de acomodações: serão 840, enquanto outros 321 apartamentos de luxo serão voltados para o uso como condomínio.

Para o site Travel Weekly, porém, a rede teria afirmado que o momento oportuno das duas novas adições foi meramente uma coincidência, mais fruto de um relacionamento do grupo com o Milennium & Copthorne e com os proprietários do London NYC do que necessariamente uma reação ao fechamento do Waldorf.
Divulgação / Hilton World Wide
One UN New York, da Millennium, passou a ser administrado pela rede Hilton em agosto
One UN New York, da Millennium, passou a ser administrado pela rede Hilton em agosto

"Tivemos relacionamentos longos com os dois (donos de hotéis)", afirmou o VP sênior de Administração da Hilton, Ted Ratcliff, ressaltando que desde 1994 a rede administra outro hotel da Millennium, o Millennium Hilton New York Downtown. "Nós estávamos negociando com eles já a algum tempo sobre a conversão do One Un para a marca Conrad".

AUMENTO DE OFERTA É UM RISCO
Ainda para o Travel Weekly, a Hilton poderia estar correndo um risco ao expandir a sua presença no mercado de Nova York, onde o aumento da oferta está entre os "mais rápidos do país dos últimos anos", afirmou o site.

A oferta de acomodações no terceiro trimestre deste ano na Big Apple cresceu 4% em relação ao ano anterior, a sexta taxa de crescimento mais rápida entre os maiores mercados hoteleiros dos Estados Unidos, segundo estudo da empresa de consultoria STR Global.

Hoje, a cidade conta com cerca de 115 mil quartos, o que representa um aumento de cerca de 25% nos últimos cinco anos, enquanto outros 17 mil novas acomodações estão previstas para serem abertas em Manhattan, de acordo com NYC & Company, agência de promoção turística da cidade.

Por outro lado, o número de quartos de luxo de Nova York tem aumentado de forma bem mais tímida do que as acomodações em geral. De 2012 para cá, foram acrescidos apenas 10% ao montante de apartamentos das categorias luxo e upper-upscale, consideradas as mais superiores, enquanto o aumento mais substancial aconteceu nos quartos upscale e midscale.

VIAJANTES CORPORATIVOS DE DIFERENTES ÁREAS

Os três hotéis de luxo (London NYC ou Conrad, o New York One Un e mesmo o Waldorf, quando reabertos devem receber diferentes tipos de público, explicou Ted Ratcliff; os três, porém, devem focar em viajantes corporativos, com turistas à lazer ficando em segundo plano.

Segundo o VP sênior de Administração da rede, enquanto o novo Conrad atrairá membros da indústria de entretenimento e tecnologia, o Waldorf, quando finalizar a reforma, deve receber principalmente viajantes de empresas mais tradicionais, como corporações financeiras e de contabilidade. Já o Millennium Hilton New York One Un Plaza, por sua proximidade da Onu, deve, naturalmente, continuar a atender um público diplomático.

"Não é secreto que o aumento da oferta tem sido gigantesco ultimamente. Todos os nossos hotéis, porém, foram bem sucedidos, por isso é uma questão de equilibrar as expectativas até a demanda atender à oferta. Mas não é como se as pessoas não desejassem mais vir para cá", finalizou Ted Ratcliff.
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