Especial para o Portal PANROTAS Claudio Schapochnik   |   03/07/2009 12:15

Destinos Indutores terão ferramenta inédita de gestão

A governança dos 65 destinos indutores do País vai se dar por meio de um poderoso software, onde os gestores terão informações, estatísticas e fontes de relacionamento nas esferas federal, estaduais e municipais, na iniciativa privada e no terceiro setor para buscar oportunidades de solução

A governança dos 65 destinos indutores do País vai se dar por meio de um poderoso software, onde os gestores terão informações, estatísticas e fontes de relacionamento nas esferas federal, estaduais e municipais, na iniciativa privada e no terceiro setor para buscar oportunidades de solução e aprimoramento. Deve estar em operação no próximo ano. Esse foi o destaque do painel “Competitividade e Gestão dos 65 destinos Indutores do Turismo Regional”, no Núcleo do Conhecimento, no Salão do Turismo – Roteiros do Brasil.

Participaram do painel o secretário Nacional de Políticas do Turismo do Ministério do Turismo, Airton Pereira, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), Luiz Barbosa, a secretária de Turismo, Cultura e Meio Ambiente de Aracati (CE), Iane Lima, e José de Oliveira, da Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada (CE). A mediação foi de Dival Schmidt, do Sebrae Nacional.

A apresentação do programa de gerenciamento dos 65 destinos indutores foi feita por Airton Pereira, do MTur. “Quando os dados que a FGV coleta estiverem concluídos, sendo que 50% já foi feito e a outra metade vai começar agora, precisamos dar publicidade dos mesmos e por isso criamos uma ferramenta onde os gestores vão poder fazer a própria governança local”, destacou Pereira.

“Esses números, essas estatísticas e análises, além de outras fontes de informação, serão de grande utilidade”, completou o secretário do MTur. “Mas vale lembrar que o destino x não deve comparar seus dados e sua performance com o destino y, mas sempre olhando unicamente para o seu destino. A metodologia e os parâmetros de avaliação são os mesmos, portanto não há diferença, então os gestores têm de analisar seu destino para ver se houve retrocesso ou avanço”, enfatizou.

Nesse sentido, já há alguns programas pilotos no País, assegurou Pereira. Um deles fica no Rio Grande do Sul, na cidade de Bento Gonçalves. Ele apostou na descentralização. “Não vamos promover uma governança única e, além da ferramenta, teremos a ajuda do Sebrae.”

Pereira exemplificou algumas das facilidades da ferramenta. “Haverá links com as fontes de diversas esferas do âmbito da administração pública. Por exemplo, se o município tem de asfaltar uma estrada que leva a uma atração o gestor deve ir ao Ministério do Turismo ou do das Cidades? É nesse sentido a ajuda. Haverá mais de 40 tipos de gráficos para que as informações e estatísticas sejam analisadas e compreendidas da melhor forma possível.”

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