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Publicada em 28/6/2012 02:02:00

“Minha empresa existe por causa dos erros dos agentes”

O diretor da B.A.S Service e da Interfleet, Clóvis Bergoce, ao lado da filha, Caroline Bergoce. Caroline utiliza o uniforme que pode ser visto nos colaboradores das duas empresas nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo
O diretor da B.A.S Service e da Interfleet, Clóvis Bergoce, ao lado da filha, Caroline Bergoce. Caroline utiliza o uniforme que pode ser visto nos colaboradores das duas empresas nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo
A frase é do diretor da B.A.S Service, Clóvis Bergoce Júnior, que comanda a empresa de serviço receptivo nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, ambos em São Paulo. Ele fala com a experiência de quem já trabalhou em diversos segmentos no turismo, com vendas e operações. Tam, Korean Air, Aeromexico e Aerolíneas Argentinas (como GSA) são alguns exemplos.

A quantidade de erros, não somente dos agentes, mas também de companhias aéreas (em menor quantidade), faz com que ele e sua equipe tenham de contornar diversas situações adversas, muitas vezes causadas por vendas “erradas”, segundo ele. “As faculdades despejam muitos profissionais sem capacidade”, analisa Bergoce, afirmando que a responsabilidade recai sobre os profissionais e, também, sobre os cursos, que não os preparam adequadamente à realidade do mercado.

“Certa vez, houve um caso em que colocaram na documentação do cliente que a capital da Argentina era Barcelona. Entendi o raciocínio, entrei em contato com a agência e perguntei se era por causa do Messi”, conta o diretor. E, de fato, o era. O agente de viagens acreditava que a capital do país era Barcelona por que o argentino Messi joga no clube, que fica Espanha.

Em outra ocasião, o cliente precisava ir de São Paulo a Nova York. “O agente entrou em contato comigo dizendo que havia encontrado um voo e iria encaixar o passageiro. O problema é que essa viagem teria uma conexão em Paris”, disse Bergoce, que já teve três infartos e dorme de quatro a cinco horas por dia. “Não é fácil, mas vamos levando. Muitos dos problemas são causados por aventureiros que escolhem trabalhar com Turismo.”

B.A.S
A empresa de Bergoce está no mercado desde 1999. Começou com dois funcionários e agora tem 25, sendo que a filha, Caroline Bergoce, de 20 anos, é seu braço direito. A carteira da B.A.S tem 98 clientes, entre os quais Tam Viagens, Nascimento, Transamérica Comandatuba, Flot, Agaxtur, Turnet e Delta. “Há, também, aqueles que não são ligados ao turismo além de negociações com outras empresas.”

O trabalho desenvolvido pela B.A.S vai desde o help desk, mantido em exclusividade com a Nascimento, até o auxílio no check-in e apoio no aeroporto a gestantes, idosos, pessoas com problemas de saúde. “Nós moldamos o serviço de acordo com a necessidade do cliente”, afirma Caroline, que já recebeu propostas para trabalhar em outras empresas ligadas ao turismo, mas preferiu seguir ao lado do pai.

INTERFLEET
Como a B.A.S oferece apoio ao cliente que chega aos dois aeroportos em São Paulo, em 2009, Bergoce assumiu a Interfleet, que faz trabalho receptivo com automóveis e decidiu integrar os serviços. “Temos oito carros, motoristas bilíngues, mas, sobretudo, oferecemos segurança aos clientes.”

As duas empresas dividem o mesmo espaço na rua Jorge Augusto, 83, na Vila Matilde, São Paulo. “Poderia ter um escritório no centro da cidade, mas escolhi ir para a Zona Leste por causa da proximidade com o aeroporto de Guarulhos. Qualquer problema, chego lá em 10 minutos no máximo, além de saber os caminhos alternativos para fugir do trânsito e de eventuais enchentes”, destaca.

Mais informações: clovis.bergoce@airbas.com.br, www.airbas.com.br, www.basinterfleet.com.br e tel. (11) 2092-4050.
Biaphra Galeno
comentários
Jos Ricardo Cardoso de Souza
enviado:
4/7/2012 15:10:53
Fui agente de viagens por mais de 8 anos e conheci diversos receptivos, até por ter atuado como guia de Turismo. É triste ver a posição de certas empresas em relação aos agentes, pois se eles não comercializassem os produtos, não teria o porque de efetuar um transfer ou um city tour. Portanto, espero que sua empresa prospere assim como as demais e que sejam alterados alguns padrões de treinamento e também nos cursos relacionados á area. Sou Bacharel em Turismo e Guia de Turismo Nacional, Am. do Sul e Regional São Paulo, e sim, somente a vivencia na área faz um bom agente.
Mauro Schwartzmann
Costa Brava Turismo Ltda.
enviado:
4/7/2012 12:30:58
Não entendi bem essa declaração! Seria mais ou menos assim, se os agentes deixarem de errar você fecha a empresa? Sei lá, muito esquisita essa afirmação! Confesso que não havia lido antes e após ler o blog do Sidnei agora mesmo fui atrás da matéria! Minha opinião é que sua empresa deveria ter motivos mais nobres para existir. Uma pena que assim não seja...

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