Travelport corre atrás do tempo e mercado perdidos
Travelport quer ser primeiro ou segundo no Brasil, assim como é em diversos mercados ao redor do mundo
Para ser número um ou dois no Brasil, várias ações estão sendo tomadas. Segundo o próprio Wilson, um country manager será contratado (respondendo ao atual diretor de países com língua portuguesa, Antonio Loureiro, que fica na Europa), mais profissionais se juntarão ao time e mais investimentos serão feitos no Brasil. “O Brasil é um de nossos principais focos. E como não temos problemas de bagagem por lá, por exemplo um histórico complicado, podemos ser muito ágeis”, explica ele.
Gillian Gibson confirma que os investimentos no País e na América Latina em geral estão bem aquém do que a região merece e precisa e que isso vai mudar a partir deste ano. Afinal, não é apenas a China que atrai as atenções por seu crescimento monstruoso e exponencial. Se o Travelport quiser realmente ser 100% global, com liderança ou vice-liderança distribuídas em todas as regiões, terá de investir mais na América Latina, com o Brasil à frente.
O Travelport aposta também em seus novos produtos, como o Smartpoint, para quem usava Galileo/Apolo, os aplicativos para dispositivos móveis, e especialmente no Universal Desktop, que já foi lançado em sete países (EUA, Austrália, Reino Unido, Nova Zelândia, África do Sul, Hong Kong e Cingapura), mas tem previsão de chegar à América Latina somente no final do ano. Em linhas gerais o novo desktop aproxima a operação de um GDS por um agente de viagens de uma compra em um site para consumidor.
Integrações, interatividade, informações compartilhadas e otimizadas e ambiente totalmente amigável, sem necessidade de códigos e entradas específicas, fazem do desktop uma arma poderosa do Travelport, que foi chamado pela Phocuswright como o GDS que está no caminho mais inovador e para onde os olhos do mercado estão apontados.
Confira abaixo um trecho da entrevista com Gordon Wilson:
PORTAL PANROTAS – O Brasil, pelo visto, é o ponto fraco do Travelport no mundo...
GORDON WILSON – Eu chamaria de a maior oportunidade.
PP – A impressão que temos é que vocês encolheram no mercado brasileiro.
WILSON – Isso é verdade. Sofremos com a mudança na Tam, não tínhamos grande share no corporativo... Encolhemos e focamos nas operadoras, segmento em que lideramos. Mas este ano, já levaremos ao mercado brasileiro produtos novos e inovadores. Temos um terço do mercado mundial, por que não no Brasil também? Essa é nossa meta. Conquistaremos isso com produtos, pessoas que conheçam o mercado, inclusive um novo country manager, e novos investimentos.
PP – Como estão as conversas com as empresas aéreas brasileiras?
WILSON – As aéreas estão voltando a procurar os GDSs e estamos sempre falando com todas, com a Gol, a Azul... E também com a Decolar.com, a Submarino, para prover tecnologia para eles. Queremos ser os maiores distribuidores de viagens, não importa o canal. Estamos atrasados sim no Brasil, mas agora isso vai mudar.
PP – Quais seus prognósticos para a profissão de agente de viagens, cuja previsão de extinção nos últimos anos não se confirmou...
WILSON – Os agentes de viagens são adaptáveis. Os bons progrediram. Os maus morreram. E continuará sendo assim. O que eles precisam hoje é de tecnologia, para serem mais eficientes. Seus clientes estão acostumados a comprar na internet, 24/7, e os agentes têm de estar prontos para isso. Aí nós entramos, com os melhores produtos, como o Universal Desktop, que oferecerá ao agente um ambiente como se ele estivesse comprando viagens em um site de consumidor. Assim atenderá seu cliente de forma mais rápida, completa... Saímos da venda de um trecho aéreo para uma outra experiência.
PP – O Brasil pode esperar uma visita sua para quando?
WILSON – Acho que será em maio. Faz tempo que não vou e preciso voltar. Não estamos acostumados a sermos terceiros. Vamos ser mais rápidos que os outros e mudar isso.
*Fonte: O Portal PANROTAS viaja a convite do Travelport, com proteção GTA