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Eventos corporativos: novidades projetadas no futuro

Texto publicado originalmente na Revista HRS: Hotel Expert, edição de dezembro de 2017.

Diretor das empresas R1 Audiovisual e TES Cenografia, Raffaele Cecere conta como a área de eventos corporativos evoluiu nos últimos anos e as novidades para a área de soluções audiovisuais e cenografia.

Revista HRS: Qual a grande diferença dos eventos corporativos em relação a 10 anos atrás?
Raffaele Cecere: Eventos hoje faz parte da grande estratégia de marketing e vendas das empresas e as empresas estão mais profissionalizadas com relação aos eventos que realizam. O mercado, por conta da crise econômica que o Brasil enfrenta, forçou as empresas a diminuírem custos, o que em alguns aspectos foi positivo para eventos de certo modo, já que as empresas estão optando por realizar eventos e ter um contato mais próximo com seus clientes. Por outro lado, os budgets estão cada vez menores, não temos mais eventos tão luxuosos como no passado. A tecnologia também é um fator bastante relevante nesse sentido. Estamos usando muito mais recursos tecnológicos em eventos, como por exemplo a audiência pela internet, que é muito vantajosa para as empresas, mas há uma diminuição substancial em viagens e hospedagens. Isso anteriormente era inviável.

Reprodução / Revista HRS
O executivo Raffaele Cecere
O executivo Raffaele Cecere
Revista HRS: Qual o segredo para o sucesso de um evento?
RC: Entender as expectativas e objetivos de um evento, na minha opinião, é o grande segredo para o sucesso. A contratação de bons fornecedores atrelada a um bom conteúdo é a garantia de um evento de excelência. Evento é uma grande ferramenta para os objetivos de uma empresa, merece atenção e dedicação.

Revista HRS: E a importância do audiovisual?
RC: O audiovisual é a entrega de tudo o que foi planejado. Sem um bom serviço, colocamos um trabalho de meses em risco. Os eventos são ao vivo, não temos duas chances para encantar nosso cliente, se o som do evento por exemplo não funcionar, o impacto é bastante negativo. Por outro lado, se tivermos um audiovisual muito bem executado, potencializa-se muito o evento e seu conteúdo. Seu papel é fundamental.

Revista HRS: Todos falam muito de inovação em eventos. Para você, o que é inovar? É só tecnologia?
RC: Inovar para mim é a capacidade de arriscar no novo, não acredito que a inovação esteja atrelada com tecnologia. É natural que as pessoas atrelem inovação com recursos tecnológicos, em especial recursos eletrônicos, afinal é um setor bastante competitivo. No entanto você pode inovar sem o uso de tecnologias, fazer o que ninguém fez ou aperfeiçoar algo que já foi feito.

Revista HRS: Quais as principais novidades em termos de projeção?
RC: Hoje a tecnologia caminha no sentido de qualidade de imagem, projetores, painéis de LED e as TVs estão cada vez mais potentes e interativas. Softwares de processamento de imagens também merecem destaque, possibilitando efeitos cada vez melhores com custos mais acessíveis. Com tecnologias mais potentes, por exemplo equipamentos que suportem videos em alta resolução, abre-se um "leque" de opções para quem cria conteúdo. Eu destacaria nesse sentido projetores superpotentes e os painéis de LED de alta resolução, possibilitando telas gigantes para eventos com qualidade surpreendente.

Revista HRS: Como fechar a equação novidades tecnológicas x budget reduzido?
RC: Esse é um tema bastante desafiador para qualquer empresa que trabalha com tecnologia, em especial aqui no Brasil que os impostos com importação e desenvolvimento de produtos são um dos mais altos no mundo. Nesse sentido o brasileiro é bastante criativo, criamos formar de viabilizar projetos sem que inviabilize a execução. No entanto em alguns momentos, nem mesmo toda nossa criatividade tem efeitos satisfatórios, por isso um bom entendimento dos objetivos de um evento é a chave mestra, pois se olharmos essas novidades tecnológicas como um investimento necessário para um impacto relevante nos eventos, saímos da discussão de preço para a entrega de experiência.

Revista HRS: Quais as novidades em termos de cenografia quanto à sustentabilidade?
RC: Foi-se o tempo que a cenografia de um evento priorizasse apenas o aspecto visual, não levando em consideração o impacto disso na natureza. Para que se tenha uma ideia, uma cenografia convencional de médio porte, utiliza em média seis árvores, além de tintas tóxicas e produtos à base de petróleo. Nesse sentido temos caminhado para soluções que utilizem materiais estruturais retornáveis, por exemplo o uso de estruturas metálicas ao invés de placas de madeira. Outra grande inovação é o uso de tecido ao invés de lonas para a impressão da comunicação visual das cenografias. No caso do tecido o processo de impressão utiliza o método de sublimação, com tintas à base de água, biodegradáveis. Carpetes e forrações com matéria prima reciclável, além de produtos com certificação ambiental são produtos que vieram para substituir o que até então se utilizava.

Revista HRS: O que podemos esperar para o futuro nessas áreas?
RC: Acreditamos que tudo terá muita interação, um destaque especial para eventos com tecnologia de Realidade Virtual e Realidade Aumentada. O evento presencial ficará diretamente atrelado ao evento de relacionamento com o cliente.

Revista HRS: O que a R1 e a TES vão trazer de novidades para o mercado?
RC: Estamos trabalhando muito em realidade aumentada e realidade virtual. Nossa ideia é misturar os dois mundos. Podemos ter um evento habitual, com elementos de realidade virtual. A grande vantagem do uso deste tipo de tecnologia é que no mundo virtual as possibilidades são infinitas, podemos por exemplo ter um avião sobrevoando a sala de eventos, a imaginação irá além. Para nós o futuro já é uma realidade, nossa empresa de cenografia trabalha com o que há de mais moderno no mundo, na R1 estamos com o que há de melhor no mercado.
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