ECONOMIA E POLÍTICA

George Clooney pede boicote a 9 hotéis do sultão de Brunei


Divulgação
The Dorchester, de Londres, é um dos hotéis de luxo da empresa de Hassanal Bolkiah, que aprovou leis anti-LGBT no país da Ásia
The Dorchester, de Londres, é um dos hotéis de luxo da empresa de Hassanal Bolkiah, que aprovou leis anti-LGBT no país da Ásia
Em carta aberta, o ator e diretor George Clooney pediu um boicote a nove hotéis de luxo de propriedade do sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah. O protesto é realizado após ele aprovar no país asiático um código penal que permite o apedrejamento de homossexuais até a morte.

A recomendação é que ninguém fique hospedado nos hotéis The Dorchester e 45 Park Lane, em Londres; o Coworth Park, em Ascot; The Beverly Hills Hotel e Hotel Bel-Air, em Los Angeles; Le Meurice e Hotel Plaza Athenee, de Paris; Hotel Eden em Roma; e Hotel Principe di Savoia, em Milão. Todos fazem parte da Agência de Investimento de Brunei, que é de propriedade do sultão.

“Eu fiquei em muitos desses hotéis, alguns deles recentemente, porque eu não fiz o dever de casa e não sabia quem era o dono. São bons hotéis, as pessoas que trabalham lá são gentis, prestativas e não participam do domínio dessas propriedades", argumenta. "Mas vamos ser claros, cada vez que ficamos em qualquer um desses nove hotéis estamos colocando dinheiro diretamente nos bolsos de homens que escolhem apedrejar e matar seus próprios cidadãos por serem gays”, completa o astro do cinema.

“Brunei é uma monarquia e, certamente, qualquer boicote teria pouco efeito em mudar essas leis. Mas nós realmente vamos ajudar a pagar por essas violações dos direitos humanos? Realmente vamos ajudar a financiar o assassinato de cidadãos inocentes?”, questiona Clooney.
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