Movida dobra lucro no terceiro trimestre e registra maior resultado em quatro anos
Locadora lucra R$ 152 milhões entre julho e setembro, com recorde na operação de aluguel de veículos

A Movida registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% em relação aos R$ 70 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. O resultado é o maior da companhia em quatro anos e foi impulsionado pelo crescimento da operação de aluguel de veículos e pela redução das despesas operacionais em relação à receita.
Nos nove primeiros meses do ano, o lucro acumulado chegou a R$ 412 milhões, avanço de 90,8% na comparação anual. O valor já supera o lucro de R$ 318 milhões registrado em todo o ano de 2025.
Aluguel de veículos impulsiona resultado
Entre julho e setembro, a Movida registrou 7,4 milhões de diárias de aluguel, aumento de 22% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O preço médio diário subiu 5%, para R$ 167, enquanto a taxa de ocupação da frota disponível alcançou 77,7%, avanço de 5,9 pontos percentuais.
A receita líquida do segmento de aluguel de carros (RAC) cresceu 27,8%, para R$ 1,117 bilhão. A margem Ebitda, indicador que mede a geração operacional de caixa em relação à receita, chegou a 69,8%, recorde da série histórica divulgada pela empresa, iniciada em 2017.
Em entrevista à revista Exame, o CEO da Movida, Gustavo Moscatelli, destacou a importância dos reajustes de preços diante do cenário econômico. Segundo ele, a continuidade desse movimento é “super relevante, dado o ambiente inflacionário em que a gente vive”.
No segmento de gestão e terceirização de frotas (GTF), voltado principalmente a empresas, a receita líquida avançou 15%, para R$ 1,189 bilhão. O crescimento ocorreu apesar de a frota média ter aumentado apenas 4,5%, impulsionado pela elevação de preços nos contratos.
A receita mensal por veículo subiu 10,1%, e os novos contratos passaram a apresentar rendimento de 3,7% ao mês sobre o valor dos veículos, ante 3,2% da carteira vigente. A margem Ebitda do segmento atingiu 79,2%, e a operação respondeu por 53% do Ebitda consolidado da companhia no trimestre.