TBO cresce apesar de crises globais e eleva receita em 83% no trimestre
Plataforma de viagens registra GTV de US$ 1,09 bilhão e mantém expansão em todas as regiões

A TBO divulgou os resultados do quarto trimestre e do ano fiscal de 2026, período em que registrou forte crescimento de receita, lucro operacional e volume de negócios, mesmo diante de um cenário marcado por tensões geopolíticas e incertezas macroeconômicas que afetaram o setor de Turismo.
Segundo a companhia, a operação demonstrou resiliência diante dos impactos provocados por conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio, mantendo crescimento rentável em mercados como Índia, Europa, Ásia-Pacífico (APAC), América do Norte e América Latina.
No quarto trimestre do ano fiscal mais recente, o GTV (Volume Total de Transações) alcançou US$ 1,09 bilhão, alta de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional somou US$ 88,2 milhões, crescimento de 83%, impulsionada principalmente pelo segmento de hotéis e serviços auxiliares, cuja receita avançou 90%. Já o EBITDA ajustado atingiu US$ 12 milhões, aumento de 40%.
Principais indicadores do 4º trimestre
- GTV: US$ 1,09 bilhão (+29%)
- Receita operacional: US$ 88,2 milhões (+83%)
- Lucro bruto: US$ 53,5 milhões (+59%)
- EBITDA ajustado: US$ 12 milhões (+40%)
No acumulado do ano fiscal de 2026, o GTV chegou a US$ 4,15 bilhões, avanço de 19%, enquanto o EBITDA ajustado alcançou US$ 46,6 milhões, alta de 26%. A empresa encerrou o período com US$ 168,7 milhões em caixa e equivalentes.
Crescimento em diferentes mercados
A companhia destacou a força de seus negócios em diversas regiões. No segmento de hotéis e serviços auxiliares, Europa, APAC e Oriente Médio/África registraram crescimento de 22%, 46% e 22%, respectivamente. Na Índia, a empresa apontou uma recuperação ao longo do ano, com expansão de 12% no segundo semestre.
Outro destaque foi o avanço da integração da Classic Vacations, adquirida pela companhia. De acordo com a TBO, a maior parte do processo está dentro do cronograma e deve ser concluída até o terceiro trimestre do ano fiscal de 2027.
Para o cofundador e co-CEO da TBO, Ankush Nijhawan, o desempenho comprova a capacidade da empresa de enfrentar cenários adversos.
"O ano fiscal de 2026 funcionou como um teste de estresse real para a resiliência do nosso modelo de negócios. Apesar das perturbações geopolíticas, a plataforma continuou demonstrando crescimento e lucratividade.”