Artur Luiz Andrade   |   02/02/2012 01:19

American demite e escolhe cinco hubs

O CEO da American Airlines, Tom Horton, enviou ontem carta aos funcionários falando do plano de reestruturação da companhia, que se encontra em processo de recuperação judicial, no Chapter 11 americano

O CEO da American Airlines, Tom Horton, enviou ontem carta aos funcionários falando do plano de reestruturação da companhia, que se encontra em processo de recuperação judicial, no Chapter 11 americano. A empresa tem de cortar US$ 2 bilhões em custos imediatamente, incluindo a demissão de 14 mil funcionários.

O corte nos departamentos é estimado em 20%. A receita também tem de melhorar em US$ 1 bilhão com as medidas anunciadas.

Horton anunciou como uma das medidas aumentar os voos e conexões com cinco aeroportos: Dallas-Fort Worth, Chicago, Miami, Los Angeles e Nova York.

Confira abaixo alguns trechos da carta e das medidas que serão colocadas em prática:

“Querido time da American
Já são várias as semanas em nosso processo de reestruturação e continuamos a progredir em nosso abrangente plano para devolver à American a liderança da indústria, lucratividade e crescimento. Hoje, quero dividir com vocês os próximos passos em nosso caminho para transformar a American – não apenas para competir, mas para ganharmos.

Mudar não é uma escolha, e sim uma necessidade. Como vocês sabem nossos concorrentes usaram o processo de reestruturação para turbinar suas companhias e se tornarem mais competitivos em todos os aspectos de seus negócios. Na semana passada essas empresas aéreas anunciaram seus resultados financeiros, mais uma vez com um grande lucro. Elas se beneficiaram ao investirem os resultados que vieram com a reestruturação em produtos e serviços que ajudaram suas receitas a crescerem. E as low cost continuam a se beneficiar de sua eficiência quanto aos custos, o que as tornou uma força na indústria.
(…)
Renovaremos e otimizaremos nossa frota, invetsindo cerca de US$ 2 bilhões por ano em aeronaves, para que em 2017 a frota principal de jatos da American seja a mais nova da América do Norte, com a versatilidade para combinar o tamanho do avião com os mercados que servimos.
Vamos aumentar a escala de nossa rede e alianças, incrementando as partidas em 20% nos próximos cinco anos em cinco mercados-chave: Dallas-Fort Worth, Chicago, Miami, Los Angeles e Nova York.
(...)
Podemos atingir uma melhoria de US$ 3 bilhões por ano, incluindo melhora de receita em US$ 1 bilhão (com as medidas acima) e corte de custos de US$ 2 bilhões, incluindo renegociação de dívidas e leasing, aposentadoria de aviões velhos, renegociação de contratos com fornecedores e mudanças relacionadas a funcionários. A economia com funcionários tem de chegar a US$ 1,25 bilhão.
(...)
Ao mesmo tempo em que estamos firmemente no caminho para um futuro de crescimento, temos de apreender as dores de curto prazo que essas mudanças requerem. Isso é especialmente verdade pois terminaremos essa jornada com bem menos gente. Mas também preservaremos dezenas de milhares de empregos que teríamos perdido se não tivéssemos embarcado nesse caminho – e esse é um objetivo que vale a pena perseguir.”

Horton também fala dos riscos do processo de recuperação, inclusive vindo daqueles que querem “encolher nossa companhia, fechar hubs ou comprar a empresa ou alguns de seus bens”. “Outros ainda torcem para uma quebra da empresa. (...) Para garantir que estamos nos controle de nosso futuro será necessário fazer essas mudanças e completar nossa recuperação rapidamente”.

O CEO da AA finaliza dizendo que será preciso dedicação, foco e energia de todos e ele dará tudo de si. Agradeceu a todos e disse que a atitude vencedora levará a American de volta ao topo.

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Sobre o autor

Artur Luiz Andrade é editor-chefe da PANROTAS, jornalista formado pela UFRJ e especializado em Turismo há mais de 30 anos.