Após prejuízo de € 130 milhões, CEO deixa a Alitalia

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PANROTAS / Emerson Souza
Silvano Cassano visitou o Brasil em março deste ano e deu entrevista ao Portal PANROTAS
Silvano Cassano visitou o Brasil em março deste ano e deu entrevista ao Portal PANROTAS
A Alitalia terminou o primeiro semestre do ano com perda net de 130 milhões de euros. O resultado aponta um crescimento de apenas 30 milhões de euros em relação ao o mesmo período anterior, com uma leve melhora, como apontado pela companhia aérea, se comparada com o orçamento.

Após a divulgação do resultado negativo, o CEO da Alitalia, Silvano Cassano, deixou o cargo por “motivos pessoais”, recebendo o apoio dos executivos da empresa. O diretor de operações Giancarlo Schisano e o diretor executivo financeiro Duncan Naysmith assumirão o posto interinamente até a eleição de um novo dirigente.

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Em comunicado, a transportadora afirma que o conselho administrativo recebeu os números com “satisfação”, uma vez que o período foi encerrado “em linha com as previsões de planos de negócios”. Os seis meses trouxeram para a Alitalia um total de 10,3 milhões passageiros embarcados com 75% de taxa de ocupação.

A companhia aérea pontuou que o foco dos seus investimentos foi no desenvolvimento de serviços de longa distância, como o lançamento das rotas Veneza-Abu Dhabi, Milão-Abu Dhabi, Milão-Xangai e Roma-Seul. Além disso, compras de dois A330 em rotas de longa duração, bem como novos serviços a bordo foram destacados pela empresa italiana.

A companhia destaca que a marca foi atingida apesar do prejuízo causado pelo incêndio no Aeroporto de Roma Fiumicino, além dos 80 milhões de euros acumulados entre o segundo e terceiro bimestres do ano. Ainda, a companhia destaca o efeito da suspensão da rota Roma-Caracas em decorrência da não repatriação do dólar americano pela Venezuela.

Embora o primeiro semestre tenha sido recebido com certo otimismo, o conselho administrativo da aérea afirma que uma estratégia de retomada deve ser feita e implementada imediatamente.

A Alitalia é controlada atualmente por novos acionistas, especialmente a Etihad, que comprou 49% da empresa no ano passado.
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