AEROPORTOS

Ex-piloto da Varig mantém acervo raro da aérea

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A Varig é uma daquelas empresas brasileiras que mora no coração de quase tudo mundo do Turismo. O fato de a empresa ter sido a primeira companhia aérea brasileira faz com que surja aquele ar um tanto quanto saudosista quando se fala da companhia.

Foi com esse clima de paixão que o ex-piloto e coordenador de Voos da empresa, Sergio Knoch (52) montasse um acervo com mais de 1 mil peças raras e únicas que eram da empresa e, claro, contam um pouco de sua história.

O profissional acredita que esse seja o maior acervo da companhia aérea da América Latina. “Existem outros colecionadores no País, mas a maioria faz de todas as companhias aéreas. O meu é só da Varig e é ainda maior que o do museu de Porto Alegre, que hoje está fechado”, comenta.

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Knoch começou a coleção em 1989, seis anos depois que entrou na empresa. A primeira compra do então funcionário da Varig foi a réplica de um dos aviões usados pela companhia. Como não era vendida no Brasil, tanto essa peça - quanto outros itens da coleção - vieram do Exterior. “A maioria dos itens que eu queria não tinha no Brasil e algumas vezes eu tinha medo de pedir para enviar pelo correio, já que a peça poderia chegar danificada. Já fui até a Alemanha buscar itens para o acervo”, conta ele.

A coleção inclui 580 peças da propaganda (de 1939 a 2005), 59 bandejas de serviço de bordo completas, 80 aviões, 56 chaveiros, 80 canetas e até mesmo o tucano que era usado como garoto propaganda da empresa.

“Foram fabricadas apenas 200 peças do tucano, e uma delas está aqui. As outras, aliás, ninguém sabe onde estão”, afirma Knoch.

DOAÇÕES
Enquanto comprava peças, Knoch também era surpreendido com doações de ex-funcionários. Por meio das redes sociais, ele divulga o acervo e deixa com que as pessoas compartilhem a informação para, então, angariar mais itens.

“Muitas pessoas que têm antigos itens da Varig entram em contato comigo para doar. E quando eu recebo, geralmente pelo correiro, posto nas redes sociais com o nome do doador e fica catalogado aqui também de onde ela veio e qual era a função”, explica.
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Um dos momentos mais emblemáticos até agora, segundo Knoch, foi quando um doador de Porto Alegre queria enviar um avião que tinha um metro e meio de altura, o que fazia do frete um verdadeiro problema. O caso, porém, teve um final feliz, graças a uma rede de amigos que decidiram fazer doações para o que fosse possível o envio da peça.

O ACERVO
Knoch mora em São Paulo e seu acervo está aberto para todos que queriam visitar o local. A peças ficam em um cômodo especial da casa, que acabou sendo chamado de “quarto da Varig”. Para combinar uma visita é só entrar em contato com o ex-piloto por e-mail ou pelas redes sociais (clique aqui para acessar o perfil pessoal de Sergio Knoch). Antigos funcionários da companhia aérea, agentes de viagens e operadores estão entre os que mais visitam o local.

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Dentre todas as peças, as prediletas do ex-piloto são a bandeja do serviço de bordo do Constellation, as taças de cristal, as peças de porcelana e as medalhas comemorativas do lançamento de novos voos, incluindo a da ponte aérea Rio-São Paulo.

A ideia de criar o acervo surgiu para manter viva a história de uma das mais importantes companhias aéreas do País. Para Knoch, a Varig lhe proporcionou tudo o que ele tem e é uma empresa que não pode ser esquecida.

“Na Varig eu vivi os melhores momentos da minha vida. Eles me deram tudo o que eu tenho, acreditaram em mim, me ajudaram a crescer profissionalmente. Meu primeiro emprego foi lá e eu tenho muito orgulho de ter o nome Varig na minha carteira de trabalho”.
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