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Emirates volta a se defender de acusação das americanas


Segue a troca de farpas entre companhias dos Estados Unidos e dos Emirados Árabes. O presidente da Emirates, Tim Clark (foto), voltou a criticar as transportadoras americanas que acusam a companhia árabe de se beneficiar injustamente de subsídios do governo, e afirmou que sua empresa "não tem nada para esconder".

De acordo com o site Business Insider, Clark teria negado as repetidas acusações de que a Emirates teria violado os acordos internacionais de céus abertos, polêmica que se estende desde 2015, e inclui ainda a Etihad e a Qatar.

"Nós abrimos nossas finanças.Somos uma empresa aberta, mesmo sendo privada ", afirmou Clark. "O governo de Dubai, que é dono da Emirates, não precisa publicar nada. Mas nós publicamos tudo na sexta casa decimal, e somos auditados. Nunca fizemos nada em segredo porque não temos nada a esconder".

A American, a Delta e a United tentaram bloquear a expansão da Emirates nos Estados Unidos, alegando que os supostos US$ 50 bilhões em subsídios recebidos do governo de Dubai teriam dado uma vantagem injusta sobre as operadoras domésticas norte-americanas.

Tim Clark não apenas refuta essas informações, como afirma que no acordo de céus abertos assinado entre os Emirados Árabes Unidos e os EUA, em 1999, não estão previstas restrições para aéreas estatais serem, em parte, financiadas pelos seus governos.

"As companhias aéreas estadunidenses precisam ser lembradas do fato de que não passamos nem um dedo do limite do que é permitido fazer no acordo", defendeu o presidente da Emirates, lembrando que aéreas asiáticas e europeias também recebem apoio direto ou indireto de seus governos.

Clark finalizou dizendo que se as companhias aéreas dos EUA tiverem sucesso em interromper os planos de crescimento da Emirates no país, a companhia árabe "certamente não precisará do 150 aviões" encomendados com a fabricante norte-americana Boeing.

FIM DA GUERRA ÁRABES X EUA FICA MAIS DIFÍCIL
Após Catar e EUA firmarem uma nova aliança de céus abertos, prevendo a divulgação financeira e os requisitos contábeis por parte da Qatar, a expectativa é que um acordo semelhante fosse acertado com os Emirados Árabes em breve, dando fim a guerra entre as companhias árabes e as americanas. Com a declaração do presidente da Emirates, porém, um acerto pode ter ficado mais longe de acontecer.


*Fonte: Business Insider

conteúdo original: http://read.bi/2CFAesb
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