MERCADO

O que diferencia o trabalho de um gestor de viagens?

Netto Moreira
Diretor executivo da Argo IT, Alexandre Arruda (foto) enviou artigo ao Portal PANROTAS abordando aspectos relativos ao trabalho do gestor de viagens. Ele lembra pesquisa divulgada recentemente apontando que 52% das 257 empresas entrevistadas não fazem uso de ferramentas de gestão de viagens e despesas.

Confira a íntegra do artigo e saiba o que Arruda avalia como diferencial no trabalho dos gestores de viagens.

Plano de voo

A melhora contínua no desempenho dos negócios coloca à prova a competência dos gestores corporativos que, muitas vezes, podem ver no corte dos recursos humanos a forma mais eficaz de manutenção do controle financeiro. No entanto, o diferencial das empresas verdadeiramente competitivas não está em lançar mão dessa estratégia – ou da falta dela, como preferirem.

Perceber as oportunidades de inovação e fazer mais do que a rotina solicita é o que, de fato, distingue uma gestão de sucesso. Exemplo flagrante é o gasto com as viagens de negócios, que figuram em terceiro lugar na lista das maiores despesas controláveis, perdendo apenas para a folha de pagamento e para custos operacionais. O paradoxo surpreendente desta situação é que as empresas desconhecem que a adoção de tecnologia as tornam mais eficientes ao reduzir em até 30% os seus custos com viagens.

Essa falta de conhecimento foi recentemente comprovada por pesquisa inédita e de abrangência nacional, patrocinada pela Argo IT, empresa de TI que desenvolve soluções para gestão de viagens, eventos e gerenciamento de despesas baseadas em plataforma web. O levantamento identificou que 52% das 257 empresas entrevistadas não usam nenhuma ferramenta on-line para fazer as reservas ou controlar os gastos das viagens de seus colaboradores porque não conhecem esses sistemas ou porque dependem de decisão corporativa. Mais do que evidenciar a não utilização desses recursos, a pesquisa indica que a ausência de política de gestão para esse setor gera uma grande oportunidade para empresas brasileiras que estão preparadas para prover tecnologia para esses processos.

Aos poucos, a representatividade econômica e social das viagens corporativas no contexto turístico nacional vem sendo reconhecida a partir dos estudos de organizações como a Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) que, já há alguns anos, elabora os Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas. O levantamento mais recente, relativo ao ano de 2013, divulga que a receita das viagens corporativas atinge pouco mais de R$ 36,78 bilhões, total que mostra o aumento de 13,86% quando comparado à soma alcançada em 2012; para 2014, projeta-se um crescimento de 12,37%.

Os investimentos realizados em viagens corporativas refletidos nesses números tendem a aumentar quando são consideradas a maior globalização das empresas brasileiras e a crescente pulverização geográfica dos negócios. Essas duas situações demandam mais recursos com passagens aéreas, alimentação, hospedagem e traslados, para ficar apenas em alguns exemplos. Portanto, a empresa que sabe que esses custos podem ser reduzidos graças à adoção de uma política de gestão eficiente e integrada ao uso de ferramentas sai na frente ao otimizar as suas receitas.

O desconhecimento dessas vantagens, atestado pela pesquisa da Argo IT, indica principalmente a inexistência dessa percepção e, mais uma vez – infelizmente – o atraso das empresas brasileiras em relação às estrangeiras. Estatísticas divulgadas em 2013 dão conta de que 59% de 600 empresas inglesas usam ferramentas tecnológicas para administrar suas viagens. A situação também não é diferente nos Estados Unidos, onde 80% das corporações fazem uso desses recursos.

O motivo que leva o empresariado internacional a utilizar esses sistemas provavelmente seja o mesmo de 48% das 257 empresas brasileiras que participaram do levantamento da Argo IT: a redução de custos.

As companhias nacionais também podem inovar ao aderir à oportunidade incrível que se apresenta com os inúmeros benefícios oferecidos pela tecnologia integrada a uma boa política de gestão. Ferramentas e expertise estão disponíveis no mercado e devem ser explorados como recursos que diferenciam a boa administração e auxiliam na diminuição de despesas antes não bem dimensionadas.

Alexandre Arruda
Diretor executivo – Argo IT”
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