Comprar na crise é tema de painel no Fórum Costa Brava

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Netto Moreira
Artur Andrade, da PANROTAS, com Roberta Nonis, da Astrazeneca, Fábio Mader, da Gol, Rebecca Meadows, da Turkish Airlines, Paulo Daniel, da Fiat, Fernando Gagliardi, da rede Meliá, e Rubens Schwartzmann, da Costa Brava
Mediado pelo editor-chefe da PANROTAS, Artur Andrade, o painel “Como comprar viagens melhor em 2015?” foi o último – e mais movimentado – debate da quinta edição do Fórum Costa Brava, que aconteceu durante todo o dia no Royal Palm Plaza, em Campinas. Temas como políticas de viagens, crise no primeiro trimestre de 2015, o papel da TMC, antecedência para reservas e melhores tarifas nortearam a discussão, que contou também com a participação da platéia do evento.

Paulo Daniel, gestor do Grupo Fiat, revelou que a empresa reduziu em 30% o número de viagens internacionais por conta da crise econômica do país. Por outro lado, em função da recém inaugurada fábrica da companhia em Pernambuco, os voos nacionais da montadora cresceram proporcionalmente. Como comprar melhor diante deste cenário? Autonomia. “Ao invés de ficar em cima dos viajantes dizendo o que pode e o que não pode, eu entrego um budget e ele escolhe o voo e o hotel que vai se hospedar. Nós temos vários gestores de viagens, já que são eles que controlam os seus próprios gastos”, disse.

Para Rebecca Meadowns, da Turkish Airlines, a palavra crise é relativa. “Na companhia, não estamos em crise. Pelo contrário, temos registrado um crescimento constante. O que vimos é uma queda no volume de passageiros para determinados destinos, principalmente aqueles que foram impactados com a alta do dólar. A Turquia, por exemplo, não sofreu com isso”, garantiu. No entanto, a empresa turca revelou que seu tíquete médio está 10% abaixo do que o mesmo período do ano passado, mas que a ocupação (77%) é boa.

Gestora de Viagens da Astrazeneca do Brasil, Roberta Nonis, afirmou que para comprar bem é necessário negociar. “Eu fiz uma gestão da cadeia de fornecedores. Com base nos hotéis mais procurados pelos nossos viajantes, consegui estabelecer tarifas e acordos comerciais excelentes. Procuro basear meu trabalho fazendo com que todos saiam ganhando: os executivos da minha empresa e os meus parceiros”, comentou.

“O nosso papel como companhia aérea é fazer com que nossa equipe comercial auxilie o gestor de viagens a comprar melhor nesse momento de crise. E para comprar melhor é preciso fazer com antecedência”, garantiu o diretor comercial da Gol, Fábio Mader.

Questionado sobre a possibilidade da hotelaria ter um check-in mais cedo, em função de executivos que chegam de voos internacionais pela manhã, Fernando Gagliardi, da Meliá, foi enfático. “Não é possível, pois não há como administrar o período que os hóspedes permanecem no hotel. Há muitos imprevistos na rotina dos nossos clientes. Alguns saem mais cedo, outros mais tarde e o restante sai no horário do check-out”.
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