AEROPORTOS

Abear critica proposta da SAC para slots de Congonhas

Netto Moreira
Aeronaves no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo; à esquerda, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz
A proposta da Secretaria de Aviação Civil (SAC) com novas diretrizes para distribuição dos slots no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, dominou a pauta da apresentação da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) nesta manhã. A coletiva realizada para divulgação dos Dados e Fatos, números mensalmente apresentados pela associação, serviu para que seu presidente, Eduardo Sanovicz, esclarecesse o posicionamento da Abear, que reúne Azul, Avianca, Gol, Tam e Trip, companhias aéreas que podem ser diretamente prejudicadas e beneficiadas pela medida, levada a audiência pública no último dia 1º. “Defendemos a revisão das regras de alocação de slots em Congonhas, mas temos posição contrária à proposta apresentada pela Secretaria de Aviação Civil, tanto por sua forma de encaminhamento quanto ao seu conteúdo”, disse.

Sanovicz defende o debate com base em estudo técnico que determine a real capacidade do Aeroporto de Congonhas, considerando pista, terminal de passageiros, pátio e acessibilidade. Segundo ele, o último estudo foi realizado no final da década e 1990, determinando capacidade de pista de 54 movimentos por hora. “Desde então, tivemos duas reduções dessa capacidade, em circunstâncias compreensíveis, em 2001, quando o número foi diminuído para 48 movimentos por hora, e 2007, após o acidente da Tam, quando passou a 34 movimentos por hora”, lembrou. “Hoje Congonhas opera com pouco mais de 50% de sua capacidade avaliada no final dos anos 1990”, pontuou.

Para o presidente da Abear, o debate deveria ser em torno de como ter espaço para novas empresas aéreas no Aeroporto de Congonhas, e não na redistribuição de slots. “Defendemos uma retomada da capacidade de Congonhas, hoje não utilizada. Não é uma proposta de ampliação da capacidade, mas de retomada de utilização”, ressaltou. Em comunicado, a Abear defendeu ainda a criação de uma política para aviação regional possibilitando que cada uma de suas associadas desenvolva seus projetos a partir das propostas formuladas pelo governo federal.
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