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TMCs e buyers devem se valer da tecnologia e do big data para reduzir gastos

Jhonatan Soares
Greeley Koch, diretor executivo da Acte Global, moderou o debate
Greeley Koch, diretor executivo da Acte Global, moderou o debate
Uma das últimas palestras do Lacte 13, que acaba na tarde desta terça-feira (27), debateu as principais mudanças que as empresas ligadas a viagens corporativas - sejam buyers ou TMCs - precisarão realizar para acompanhar a indústria nos próximos anos. No debate, as adaptações giram em torno de dois pontos principais: o uso das tecnologias na gestão das viagens (big data, pagamentos virtuais, etc.) e a relação de empresa-viajante.

Para se adaptar às novas tecnologias, por exemplo, o primeiro passo seria parar de temê-las. "Precisamos parar de comprar um carro, ou celular, apenas se ele funcionar com outra pessoa. As empresas têm que ser menos tímidas neste sentido. Precisam se arriscar com novas tecnologias, no tentar algo novo", argumentou o diretor de Vendas Corporativas da CWT, Fernando Michelini. "E não apenas para TMCs, como também as empresas com viajantes".

Outra adaptação necessária para Michelini é quanto ao uso das big datas. Para ele, os dados recolhidos precisam ser utllizados não apenas como um repositório de informações sobre os viajantes e seus gastos, mas como um meio de enchergar maneiras de simplificar seu programa de viagens.

"Ao observar os dados recolhidos, os reportes de gastos e informações em tempo real, você pode começar a identificar uma série de pontos com custos desnecessários que podem ser reduzidos, simplificando assim o seu programa de viagens", explica.

O diretor da Radius Travel, Fernando Marcomini, enxergou ainda outro modo de usar as big datas: "dentro delas há uma mina de ouro de informações. Por que não usar esses dados para fazer mais análises, pesquisas e estudos sobre os viajantes, para assim identificar meios de reduzir os gastos de seus programas?", explicou.

O uso dos pagamentos virtuais foi abordado pelo VP da BCD Travel, Rolando Robles, como o melhor meio de automatizar os programas de viagens de uma empresa."Se não vier pagamentos virtuais, não tem automatização. Pagar com dinheiro é como ter smartphone mas se manter analógico", explica.

Por fim, Robles fez uma recomendação aos buyers presentes: "Foquem na redução de gastos do programa de viagens, mas sempre garantindo uma boa relação com o viajante, com mais informações sobre o seu programa. Desse modo eles próprios podem ser de grande ajuda para reduzir os custos de uma empresa.

"Os viajantes não devem ser vistos como um custo, mas sim como um ativo da empresa que resultará em bons negócios e lucro no final das contas", finalizou o executivo da BCD Travel.
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