Roberta Queiroz   |   02/08/2016 15:25

Disruptura e design levam Accor a comprar marcas

Recentemente, a Accor anunciou a aquisição das marcas Raffles, Fairmont, Swissotel e Onefinestay. A investida, que em breve terá endereço brasileiro, não significa apenas a consolidação da rede no mercado de luxo. O principal argumento da decis&atild

Recentemente, a Accor Hotels anunciou a aquisição das marcas Raffles, Fairmont, Swissotel e Onefinestay. A investida, que em breve terá endereço no Brasil, não significa apenas a consolidação da rede no mercado de luxo. O principal argumento da decisão, segundo o CEO da empresa na América do Sul, Patrick Mendes, é a reação à disruptura.

Roberta Queiroz
Patrick mendes é CEO da da Accor Hotels na América do Sul

O executivo acredita que a oferta de novos produtos permite que o cliente saia do óbvio e adquira experiências até então desconhecidas. “O hóspede de hoje rejeita padrões. Ele quer algo diferente em todos hotéis, desde o Sofitel ao Ibis. Precisamos estar preparados para atender este comportamento e romper tradições”, avaliou. Ou seja, a Accor fortalece seu inventário próprio, unindo a experiência que a hospedagem alternativa proporciona, com a solidez e segurança de um grande grupo hoteleiro.

A disruptura destas quatro marcas upscale mora no design – algo que a Accor quer incorporar cada vez mais em seus empreendimentos. Uma prova da estratégia é a realização do Design & Technical Summit, evento que discute a força do setor dentro do universo hoteleiro e subiu hoje ao palco do Pullman Vila Olímpia, na capital paulista.

Compreender o cliente, destacar a importância do digital e repensar estratégias e decisões ligadas ao design são os principais motivos deste encontro. “Como líderes na América do Sul, temos o dever e o orgulho de influenciar a indústria hoteleira. Nosso papel é contribuir para que a modernização dos hotéis aconteça de fato por aqui”, incentivou Mendes.

EXPECTATIVAS

Uma análise dos números mostra que a crise não foi capaz de atrapalhar os planos da Accor, pelo menos no longo prazo. Segundo o CEO, a América do Sul representará 14% do mercado da rede até 2020. Atualmente, o índice está em 8%. Neste mesmo ano, a região deve contar com 500 hotéis e 75 mil quartos administrados pela empresa.

“Nossa ambição, a partir de agora, é deixar de ser o quinto maior grupo hoteleiro e chegar à terceira posição”, celebrou, sem deixar de comentar sobre a economia compartilhada. "O Airbnb vale, sim, duas vezes mais do que a Accor Hotels, mas a experiência jamais será igual à que somos capazes de transmitir".

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