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Airbnb se une a coworking para atrair viajantes corporativos de hotéis

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Espaços de trabalho colaborativo estarão disponíveis para clientes da Airbnb
Espaços de trabalho colaborativo estarão disponíveis para clientes da Airbnb

Duas das startups de tecnologia mais valiosas do mundo estão se juntando na esperança de atrair viajantes de negócios para fora dos hotéis tradicionais.

A Airbnb, plataforma disruptiva que ocupa a posição de maior fornecedora de aluguel de casas, acaba de fechar uma parceria com a We Work, fornecedora de espaços de trabalho compartilhados que desembarcou no Brasil em julho deste ano, e é avaliada em cerca de US$ 20 bilhões, sendo considerada a startup de coworking mais valiosa do mundo.

Com a parceria, os viajantes que se hospedarem com o Airbnb poderão utilizar o escritório do We Work mais próximo do seu local para realizar seus negócios. O ambiente compartilhado conta com recursos como mesas de trabalho, wi-fi, impressoras e salas de reuniões e conferências a disposição, comodidades semelhantes as presentes nos centros de negócios de hotéis.

Ainda em fase de testes, a parceria teria início em seis centros de mercado "globais" segundo fontes não identificadas, que teriam confidenciado ao site Bloomberg a informação. São eles: Chicago, Nova York, Los Angeles e Washington, nos Estados Unidos; Londres, na Inglaterra; e Sydney, na Austrália. Assim, nas seis cidades, os viajantes corporativos que reservarem um quarto no site da Airbnb já poderão se aproveitar dos centros da We Work acerca do local da hospedagem.

A Airbnb e a We Work confirmaram a parceria ao Bloomberg, mas recusaram-se a fornecer informações específicas sobre o programa ou os planos futuros.

POTENCIAL CORPORATIVO
Na avaliação do site, a entrada no mercado corporativo pode ser uma oportunidade lucrativa para ambas as empresas.

A Airbnb, inclusive, chegou a apostar no segmento em abril deste ano, quando lançou a ferramenta de buscas Business Travel Ready (BTR), que seleciona casas e apartamentos autorizados pela plataforma a serem utilizados por quem viaja a trabalho. Para qualificarem-se na lista, as habitações precisariam ter escrivaninha, wi-fi, auto check-in por meio de um porteiro ou fechadura digital e amenidades que um hotel oferece, como xampu, secador de cabelo e ferro de passar roupas.

A plataforma de hospedagem, na época do lançamento da ferramenta, afirmou que 90% de seus clientes eram de lazer, mas o lançamento da ferramenta e a nova parceria com a We Work mostra como a startup acredita no potencial que o setor de negócios possui para crescer como clientes da rede.

Por outro lado, o Bloomberg ressaltou que não será tarefa fácil convencer os viajantes corporativos a migrarem de hotéis para as casas do Airbnb e espaços de trabalho compartilhado. Afinal, é muito mais cômodo possuir espaços de trabalho e salas de conferência no andar de baixo de sua hospedagem, como no caso das redes hoteleiras, do que precisar se locomover alguns quarteirões para utilizar ambientes de trabalho compartilhados.
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