Pedro Menezes   |   28/04/2026 13:21
Atualizada em 28/04/2026 13:23

Viagens corporativas superam R$ 17 bilhões de faturamento em fevereiro

Levantamento aponta crescimento impulsionado pela demanda aquecida e pelo aumento dos custos no setor

Getty Images
No acumulado do primeiro bimestre, o volume já se aproxima de R$ 30 bilhões, com alta de 7,7%
No acumulado do primeiro bimestre, o volume já se aproxima de R$ 30 bilhões, com alta de 7,7%

As viagens corporativas movimentaram R$ 17,3 bilhões em todo o Brasil no mês de fevereiro, considerado um recorde histórico para o período, com crescimento 9,4% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo o mais recente levantamento realizado pela FecomercioSP em parceria com a Alagev.

No acumulado do primeiro bimestre, o volume já se aproxima de R$ 30 bilhões, com alta de 7,7%, consolidando um cenário positivo para o setor. Neste caso, passagens aéreas, hospedagem, locação de veículos e transporte rodoviário seguem entre os principais itens que compõem esse montante.

“Estamos diante de um cenário positivo, com novos recordes, mas é importante destacar que esse crescimento não está relacionado apenas ao aumento da demanda. Há uma pressão significativa de custos, especialmente em passagens aéreas e hospedagem, o que impacta diretamente o volume financeiro registrado”

Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev
Divulgação
Guilherme Dietze, da FecomercioSP, e Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev
Guilherme Dietze, da FecomercioSP, e Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev

A executiva ressalta que, no caso da hotelaria, ainda há espaço para negociação no segmento corporativo, com inclusão de benefícios adicionais, enquanto no transporte aéreo, as alternativas ainda são mais limitadas, o que torna o impacto dos reajustes mais direto para as empresas.

Fatores externos também começam a influenciar o setor. A partir de março, a alta do petróleo impactou os preços de combustíveis, refletindo no custo do transporte terrestre. Em abril, o reajuste do querosene de aviação elevou os preços das passagens entre 10% e 20%, pressionando ainda mais os orçamentos corporativos.

“Esse cenário reduz a margem para reacomodações e exige ainda mais planejamento das empresas. A tendência é que os resultados continuem positivos ao longo do ano, mas cada vez mais sustentados pelo aumento de preços, e não necessariamente por uma expansão da demanda, que seria o cenário ideal”, completa a diretora.

Apesar dos desafios, a expectativa é de continuidade no crescimento do setor em 2026, impulsionado pela retomada consistente das viagens a negócios, incluindo eventos, feiras, congressos e reuniões. Mesmo diante de um contexto econômico e geopolítico instável, o segmento mantém sua relevância estratégica para o desenvolvimento das empresas e da economia.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.