Artur Luiz Andrade   |   29/07/2010 01:32

Reserve vê os GDSs como novos parceiros no Brasil

Reserve comenta volta da Tam ao GDS e com isso afetrá seu negócio e o mercado corporativo

Depois do anúncio do retorno da Tam aos GDSs, o Portal PANROTAS ouviu os principais integradores ou desenvolvedores, empresas que cresceram ou nasceram depois da saída da empresa dos sistemas, há sete anos. Ouvimos a Benner e a Argo IT, e agora o Reserve.

Primeiro sistema integrador de conteúdo aéreo a ser lançado no Brasil, com operações iniciadas em 2004, o sistema Reserve considera que esse retorno da Tam aos GDSs significa sim uma alternativa de sistema de reservas para os agentes de viagens, mas que isso não afetará o modelo de negócios dos sistemas integradores.

“A fragmentação do conteúdo aéreo a partir de 2004, gerou um ambiente de negócios favorável a um sistema que reintegrasse o conteúdo, então disperso por portais e sistemas independentes. Admito que isso nos ajudou a começar, mas hoje o Reserve é muito mais que um agregador de conteúdo, e quem é licenciado sabe bem disso”, afirma Solange Vabo, diretora executiva do Reserve.

O Reserve posiciona-se como um “sistema integrado de atendimento, reservas e gestão de viagens corporativas”, que o difere dos GDSs por oferecer recursos de gestão para as empresas e para os agentes especializados no corporativo, tais como controle automatizado de política de viagens, fluxo eletrônico de aprovação, variados níveis de hierarquia e de relatórios gerenciais, integração com sistemas SAP, Oracle etc.

“Acho curioso a especulação de que o mercado corporativo migrará para o GDS por causa do conteúdo da Tam... Só se for para voltar a pesquisar em diversos canais, pois as demais empresas aéreas continuam nos portais, além da própria Tam”, afirma Luís Vabo, diretor comercial do Reserve, comentando o feeling de alguns especialistas e da própria Tam, que acha que o corporativo será mais sensível a esse regresso aos GDSs.

Os diretores do Reserve encaram os GDSs como seus parceiros que estão iniciando em um novo mercado. “A configuração única da distribuição em nosso País inverteu valores mundiais, fazendo com que no Brasil, hoje, os GDSs sejam novos entrantes no mercado doméstico”, analisa Luís Vabo. “O conteúdo de Amadeus, Sabre e Travelport está no Reserve”, lembra Solange.

“O retorno da distribuição via GDS trará a simplificação de processos, pois em vez de dezenas de integrações, bastarão os links com os GDSs, reduzindo custos de desenvolvimento, manutenção e suporte”, repete Luís Vabo o que já havia afirmado no post "GDS: a volta dos que não foram", no Blog Distribuindo Viagens.

Solange considera ainda que uma das vantagens do retorno da Tam aos GDSs será “esvaziar o argumento de que o sucesso do Reserve ainda se deve à fragmentação de conteúdo”.

No Brasil, o Reserve é licenciado diretamente para multinacionais como a Vale, HSBC Bank, Cargill, Saint-Gobain e Accenture, e operado por 44 agências de viagens corporativas (16 associadas Abracorp), sendo utilizado por 940 mil usuários ativos de 1,4 mil empresas, que geraram três milhões de transações no ano passado. Iniciou operações na Argentina em 2009 e inicia no México ainda em 2010.

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Sobre o autor

Artur Luiz Andrade é editor-chefe da PANROTAS, jornalista formado pela UFRJ e especializado em Turismo há mais de 30 anos.