
Na home, o presidente da Bahiatursa, Emília Silva; aqui, a expositora Elisabeth de Camargo
SALVADOR - Começaram ontem o 1º Seminário Nacional de Turismo Étnico Afro e a 1ª Feira da Produção Associada ao Turismo Étnico Afro, que estão sendo realizados simultaneamente no Centro de Convenções da Bahia. Os eventos são realizados pela Secretaria de Turismo da Bahia e pela Bahiatursa e seguem até amanhã, com entrada gratuita.
Com um total de 100 expositores, que estão vendendo produtos diversos como roupas, acessórios e artesanato, a feira é uma grande vitrine para que os artistas ligados à cultura afro promovam aquilo que produzem. “São produtos que não têm muita visibilidade, não vendem nos shoppings”, comenta a expositora Angélica Moreira, que trabalha em uma comunidade de Salvador. “Este tipo de espaço é importante porque muitas pessoas se interessam pelo trabalho ligado à cultura afro mas não sabem onde encontrá-los”, diz a artesã Maria Marisa. "Uma feira como esta eleva nossa auto-estima e nos estimula e continuar neste trabalho", opina a também expositora e artesã Elisabeth de Camargo. No geral, os expositores da feira são artistas que vendem em locais específicos, como ateliês, comunidades, feiras e no Pelourinho.
Na avaliação da presidente da Bahiatursa, Emília Silva, o interesse pela cultura afro extrapolou os limites de Salvador, onde é muito forte, e chegou a todos os cantos do País. “Havia uma demanda reprimida. Nós tivemos a percepção de que a procura pelo trabalho do setor étnico aumentou e agora estamos trabalhando na promoção deste tema”, afirma. No seminário são discutidos temas como turismo étnico-afro nas comunidades quilombolas, festas populares e turismo e capoeira.
O Portal PANROTAS viaja a convite da Bahiatursa