Painel do Lacte aborda ocupação e tarifas flutuantes
Na home, Artur Luiz Andrade, editor-chefe da PANROTAS; acima, os palestrantes Daniel Guijarro, da Accor; Roberta Molissani, da Syngenta; e Fernando Vasconcellos, da Kontik
O último dia da sétima edição do Latin American Corporate Travel Experience (Lacte) contou com três sessões educativas no horário da manhã. Uma discutiu a situação hoteleira no País. O painel foi moderado pelo editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, e contou com a participação do diretor comercial da Kontik, Fernando Vasconcellos; do diretor adjunto de Vendas da Accor Hotels, Daniel Guijarro; e da gestora de viagens da Syngenta, Roberta Molissani.
Tarifas, sistemas de distribuição, oferta, demanda: polêmica. O painel foi um dos mais movimentados do Lacte, tanto que houve a necessidade de tempo adicional, dada a participação da plateia.
PREÇO ABUSIVO? Quando questionado se as tarifas dos hotéis estão acima do normal, Guijarro negou. “Se compararmos com 1998, quando a economia estava desaquecida, a atual situação tarifária representa uma recuperação”, disse o diretor, que apresentou dados do Hotel Invest sobre valores médios das tarifas em São Paulo – que ele utilizou como referência – em 1998, que era de R$ 300, frente a 2011, cujo valor registrado foi de R$ 200.
Guijarro ressaltou que, como a oferta hoteleira em São Paulo não aumentará consistentemente, o aumento nos valores de diárias é uma coisa natural, dada a demanda. Para corroborar sua opinião, o diretor utilizou dados do Placar da Hotelaria, um estudo do Fohb sobre a oferta e demanda nos hotéis visando a Copa do Mundo. Nele, o incremento na cidade será pouco maior que 2% até 2015.
Quando questionado se a qualidade do serviço acompanha o valor das diárias, Guijarro revelou que este é um dos grandes desafios do setor e que a Accor mantém regularmente programas com o setor de Recursos Humanos para aumentar.
TECNOLOGIA On-line no aéreo e off-line na hospedagem: a simbiose, para o gestor de viagens, de acordo com Roberta, é um atraso. “Como cliente, acho inadmissível que muitos hotéis não estejam em ferramentas de self-booking. Você perde totalmente a gestão da viagem. Não acho justo que o pessoal das TMCs fiquem enlouquecidos com diversas emissões de aéreos no sistema e ficam na dependência do contato com o hotel para fechar a viagem.”
Sobre a situação, Fernando Vasconcellos, não demonstra otimismo. “Tem de haver uma solução tecnológica para os hotéis, porém não vejo algo a curto prazo. Como 60% das nossas reservas são feitas em hotéis independentes, que não fazem parte de sistemas de reservas, temos grande dificuldade”, disse. “Temos de explicar bastante para o cliente o que acontece para que não fiquemos com a imagem de que não conseguimos realizar o trabalho”, continuou.
Biaphra Galeno
comentários
Joselito Silva Home Tour
enviado: 8/2/2012 09:22:53
2ª
Veja que este negocio chamado Dynamic Pricing?
Um série; BARs, ou melhores tarifas disponíveis, divididas por categorias de apartamentos e aplicadas apropriadamente de acordo com a demanda.
Esta historia não é uma novidade e nem uma inovação, as empresa aérea já trabalha assim há muitos anos, que de tal forma que já entendemos como uma prática normal.
Joselito Silva Home Tour
enviado: 8/2/2012 09:20:17
No Inicio do anos 2000, as cadeias Intercontinental , Marriott, Hilton as primeiras a aplicar o dynamic pricing “nome bonito” . Veja que só agora os hotéis aqui no Brasil estão entendendo a revolução dessa estratégia de preços no mercado.
Tarifas Flutuantes, Preços Dinâmicos, Tarifas Flexíveis = Dynamic Pricing.
Peguntei para um cadeia de hotéis a poucos dias atras, ouvir: “o nome não importa, a ideia é não deixa suas tarifas estáticas, seria matar sua rentabilidade!”
Este assunto cada vez mais presente nos debates da indústria de hospitalidade, na minha opnião temos que ajustar muita coisa.
Temos 2 D:
De um lado, hoteleiros entendendo preços dinâmicos como uma simples maneira de otimizar receita.
Do outro, clientes entendendo a prática como oportunista, injusta e não honra contrato
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