MTur apoia ideia de linhas de crédito mais específicas
Zaqueu Soares Ribeiro, da Caixa Econômica Federal, Mário Moyses, secretário executivo do Ministério do Turismo, Oswaldo Trigueiros Jr, presidente do CTur da CNC, Alexandre Sampaio, presidente da FNHRBS, e Eraldo Alves da Cruz, vice-presidente do CTur da CNC
O secretário executivo do Ministério do Turismo, Mário Moyses, que participou de debate hoje, no CTur da CNC, no Rio de Janeiro, disse que o ministério está aberto a propostas do trade com o objetivo de “explorar melhores mecanismos de crédito para o setor”. Moyses foi questionado pelo diretor do Curso de Turismo da UniverCidade e também conselheiro da entidade, Bayard Boyteux, o porque de outros segmentos do turismo, , como agencias de viagens, receptivo, operadoras, organizadores de eventos, etc, não contarem com linhas de crédito específicas, assim como a hotelaria, que beneficiem o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do setor.
“O MTur busca sempre estabelecer mecanismos de fomento para a indústria do turismo e certamente poderá discutir ações nesse sentido, como linhas de crédito mais específicas para que o receptivo possa ampliar sua frota de veículos, por exemplo”, disse o secretário. De acordo com Mário Moyses, o governo focou nos hotéis neste momento devido aos encargos firmados para a realização da Copa. “Mas a iniciativa privada também deve fazer esse trabalho de estimular os bancos a criarem linhas de crédito mais direcionadas para cada segmento”, acrescentou.
O Conselho de Turismo da CNC recebeu hoje também como palestrante, Zaqueu Soares Ribeiro, superintendente de Micro e Pequenas Empresas da Caixa Econômica Federal (CEF), para debater sobre as linhas de crédito para o setor. O tema dá seguimento às discussões referentes ao macrotema Infraestrutura Turística e Megaeventos. Ribeiro apresentou os principais produtos da Caixa Econômica Federal relacionados a crédito para o setor de turismo. De acordo com ele, a CEF já disponibilizou recursos para o setor na ordem de R$ 9, 43 bilhões desde 2003 até 2009. “Para se ter uma idéia, em 2003 foram R$ 244 milhões, em 2008, R$ 1,5 bilhões, e no ano passado R$ 3 bilhões”, informou.