Klaus Kühnast e Luiz Ambar, hoje pela manhã, na sede da Tam, em São Paulo
O vice-presidente regional do Sabre, Luiz Ambar, falou ao Portal PANROTAS sobre a volta da Tam ao GDS e aborda temas como conteúdo integrado, incentivo aos agentes de viagens e facilidades para o mercado corporativo. Segundo ele, a migração para os GDSs será massiva. O diretor comercial da Tam, Klaus Kühnast, que acompanhou a entrevista, diz que o Sabre Brasil é o melhor Sabre do mundo, pois tem todas as soluções possíveis, mais que qualquer outra base internacional. Para Kühnast, essa volta está alinhada com o desejo da Tam de ser mais global e estar em todos os canais de distribuição. Ele comemora especificamente a entrada do conetúdo doméstico da Tam no Get There, ferramenta de self-booking do Sabre para o mercado corporativo. "É uma ferramenta global e a Tam não estava nela. Então há uma demanda reprimida para o Get There, que agora será satisfeita com a inclusão de nossos voos domésticos", conclui o diretor da Tam.
O Sabre tem 3,5 mil pontos de atendimento no Brasil e segundo Ambar "é líder indiscutível de mercado".
ENTREVISTA LUIZ AMBAR
JORNAL PANROTAS — Foi difícil a negociação com a Tam? Qual foi o ponto mais delicado, a questão custo? LUIZ AMBAR — Não é difícil a negociação entre empresas de grande porte, o que ocorre é que a parte técnica é demorada. Houve a customização para a questão do direct ticketing (emissão e faturamento diretamente com a Tam, via GDS) e também adequação à DU, mas como venho dizendo há sete anos, a solução GDS é mais completa e rápida e acreditava que a situação era como um pêndulo, uma hora iria voltar.
JP — O processo do direct ticketing dificulta o trabalho via GDS para o agente de viagens? AMBAR — O agente não tem qualquer impacto com o direct ticketing. A operação para ele é igual à emissão via BSP. As mudanças são na retaguarda tecnológica entre o Sabre e a Tam.
JP — Que percentual de usuários do portal e-Tam o Sabre espera conquistar com essa colta? AMBAR — Não há como precisar, mas será uma migração massiva para os GDSs. O mercado pedia isso.
JP — Haverá pagamento de incentivos para que a agência migre para o GDS? AMBAR — Não planejamos nenhum programa de incentivo financeiro genérico. O incentivo será a prestação de serviços e o anseio do mercado, que queria essa volta.
JP — A Tam, há sete anos,s e queixou claramente do custo do GDS. Na nova negociação, o Sabre teve de reduzir muito o valor do segmento para a empresa? AMBAR — É uma negociação nova. É só o que posso dizer. E segundo a Tam se adequa às suas necessidades ou estratégia de estar em todos os canais.
JP — Como vê o papel das empresas integradoras depois dessa volta da Tam, que pode até puxar outras empresas? AMBAR — Eles vão continuar tendo um papel importante na prestação de serviços para as agências de viagens. Essas empresas existem no mundo todo e oferecem serviços tão ou mais importantes que a integração de conteúdo a seus clientes. A integração de conteúdo é core business do GDS e vai deixar de ser o aspecto mais relevante nessas empresas.
JP — Mas o Sabre também tem um produto integrador de conteúdo... AMBAR — Sim, o Brazil Air Plus (antigo My Sabre Plus), que é muito mais que um integrador, pois oferece soluções mais abrangentes que só a integração.
JP — O Sabre está negociando com a Gol? AMBAR — Temos ótima relação com a Gol e sempre há conversas. Mas é prematuro dizer se eles terão esse movimento também.
JP — O mercado corporativo é mesmo o mais animado com essa volta? AMBAR — Nos próximos dias eles comemorarão mais ainda, pois lançaremos o Get There já com o conteúdo da Tam. O Get There é uma ferramenta global de self-booking na qual a Tam não estava com seu conteúdo doméstico. E agora estará.
JP — Haverá treinamento específico para os agentes se familiarizarem com essa volta? AMBAR — Sim. Desde hoje já há módulos disponíveis para os diferentes tipos de usuários. São atualizações simples e amigáveis, e nossa equipe também estará à disposição dos agentes.