MERCADO

Mercado de viagens corporativas vai bem, mas como será no futuro?


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O mercado de viagens corporativas está otimista e em crescimento. De acordo com os quase mil travel managers entrevistados para o estudo International Travel Management Study 2017, da Air Plus Internanational, as expectativas são positivas.

Mais da metade deles (54%) espera o mesmo número de viagens a negócios feitas em 2016 e mais de um terço acredita que elas crescerão. Apenas 10% receiam um declínio. O país mais otimista é os Estados Unidos, com 71%.

É importante notar que o número de viagens realizadas pelas empresas depende diretamente do volume do orçamento. Apenas 27% das companhias com baixo budget esperam um crescimento, contra 33% das de médio. Metade das corporações com grandes orçamentos acreditam em um aumento e a causa disso pode ser a globalização e o aumento de multinacionais.

Além do mercado, os próprios viajantes corporativos também estão otimistas – um terço acredita que fará as malas mais vezes do que em 2016. Diferentemente dos gestores, poucos deles acham que os custos subirão significativamente.

Como todos os setores, o de viagens corporativas também é afetado pelo momento econômico que o Brasil está passando. Segundo a pesquisa, o País é o principal a sentir dificuldades, com 62% considerando a economia uma influência negativa para o mercado. Os Estados Unidos, por outro lado, lideram (78%) como a nação que acredita em resultados positivos, mesmo em um novo governo, repleto de incertezas.

Outra dúvida que paira no ar é a saída do Reino Unido da União Europeia. Como ela afetará este mercado? Viajantes e gestores possuem opiniões divergentes. Os primeiros acreditam que a economia britânica colocará um freio nas viagens – apenas 19% dos executivos britânicos que viajam acham que será positivo. Já metade dos travel managers do país está otimista com o resultado na indústria e frequência de viagens.

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Com os resultados, é possível concluir que o ano será bom. Não terão mudanças nas reservas de voos e hotéis e haverá expectativa de preços e custos estáveis. Os mais otimistas são os gestores americanos, com 76% antecipando mais viagens em 2017, contra 26% do ano passado. Os indianos, com economia e exportações crescentes, não ficam muito atrás, com 60%.

Mesmo em um momento econômico e político complicado, o Brasil mostra aumento em relação a 2015. O processo vagaroso de retomada da crise deve justificar os 33% de confiança dos gestores. Porém, os últimos acontecimentos no governo do País deixam tudo ainda mais incerto. Até o momento, espera-se que as viagens a negócio cresçam, mas pode ser que a instabilidade mude esse cenário. O que resta é aguardar.
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