Desert Women Summit reúne trade brasileiro no Marrocos e amplia agenda de Turismo
Objetivo do DWS é mostrar diferentes possibilidades do Marrocos como produto turístico

O Desert Women Summit Brasil (DWS) encerra sua edição de 2026 no Marrocos ampliando uma frente que ganha cada vez mais espaço dentro do projeto: o Turismo como ferramenta de conexão entre mercados, promoção internacional do destino e desenvolvimento econômico local.
Realizado entre 1º e 10 de setembro, o encontro reuniu empresárias, executivas, lideranças e profissionais brasileiras em uma programação que combinou conteúdo, experiências no território, cultura, gastronomia, empreendedorismo, impacto social e relacionamento com comunidades locais.
Mais do que utilizar o Marrocos como cenário para o encontro, a proposta desta edição foi aprofundar a relação das participantes com o território e mostrar diferentes possibilidades do país como produto turístico para o mercado brasileiro.
Idealizado por Janaína Araújo, o DWS é organizado pela Lékè Destination Strategy & Representation, que vem trabalhando para ampliar as conexões entre o Marrocos e o Brasil e posicionar o Turismo como um dos pilares dessa aproximação.
Participação do governo local
Um dos pontos relevantes da edição de 2026 foi a presença de autoridades governamentais locais na programação, criando espaço para apresentar as iniciativas do DWS e discutir caminhos para ampliar a promoção turística e o desenvolvimento econômico da região.
Durante os encontros, a Lékè reforçou seu compromisso de contribuir para a construção de uma ponte permanente entre o destino e o mercado brasileiro, aproximando governo, iniciativa privada, comunidades locais, agências, operadoras e potenciais viajantes.

A proposta contempla estimular o desenvolvimento de produtos turísticos que valorizem não apenas os destinos marroquinos já consolidados internacionalmente, mas também regiões e experiências capazes de ampliar a permanência e a circulação do visitante pelo território.
“O nosso compromisso é fazer com que essa conexão não termine quando o evento acaba. Queremos transformar conhecimento do território em oportunidades concretas para o Turismo, aproximando o Marrocos do mercado brasileiro e criando caminhos para que esse fluxo também gere renda e desenvolvimento para quem vive aqui”
Janaína Araújo, idealizadora do DWS e CEO da Lékè Destination Strategy & Representation
Deserto, hotelaria, gastronomia, cultura, artesanato, patrimônio histórico, experiências de luxo e contato com comunidades locais aparecem como elementos complementares de um mesmo produto. O objetivo era criar contato com regiões que possuem potencial para integrar itinerários mais amplos destinados ao mercado brasileiro.
Após a programação central do DWS, parte do grupo seguiu por uma extensão que contempla Gargantas do Todra, Vale do Dades e Boumalne Dades, com hospedagem na região, antes de continuar para Aït Ben Haddou, atravessar o Alto Atlas e chegar a Marrakesh.
Turismo conectado às comunidades locais
Outro eixo da programação foi a aproximação com mulheres de comunidades locais e iniciativas de geração de renda.
O grupo conheceu o trabalho de uma cooperativa formada por mulheres, incluindo viúvas e mães de filhos com deficiência, observando de perto como produção artesanal, capacitação, empreendedorismo e organização comunitária podem contribuir para autonomia financeira.

A proposta da Lékè é incorporar essa dimensão ao desenvolvimento turístico, estimulando uma relação na qual o crescimento do fluxo de visitantes também possa beneficiar quem está na ponta da cadeia. Isso inclui olhar para produtos locais, artesanato, experiências culturais e outras atividades que possam integrar a experiência turística sem descaracterizar as comunidades.
Experiência pode continuar depois do evento
Além da aproximação com as agências presentes, a Lékè pretende continuar trabalhando na promoção das regiões visitadas, no relacionamento com o trade e na construção de oportunidades que possam ampliar o interesse do mercado brasileiro pelo Marrocos.
A intenção é fazer com que as experiências identificadas durante a imersão possam contribuir para o desenvolvimento de novos roteiros e produtos comercializáveis, ampliando o alcance do destino para diferentes perfis de viajantes.
O trabalho também prevê manter o diálogo com autoridades e comunidades locais, conectando promoção turística a desenvolvimento econômico e geração de renda.
Agências brasileiras vivenciam o destino
A aproximação com o trade ganhou uma dimensão prática nesta edição com a participação de representantes de empresas brasileiras do setor de viagens.
Estiveram presentes:
- ViagemTur Experience
- DLA Viagens e Turismo
- Amanah Curadoria de Viagens
- Renata Yano
- Blanc Tour Operadora, de Giulia Buratta
A presença das profissionais permite que o destino seja conhecido a partir da experiência real e posteriormente traduzido em roteiros, produtos e recomendações para o consumidor brasileiro.

Para Sophia Martins, embaixadora global de Empreendedorismo do DWS Circle e participante pelo segundo ano consecutivo, a presença das agências acrescenta uma camada importante à iniciativa.
“Quando o profissional de Turismo conhece o destino presencialmente, ele deixa de vender apenas um lugar no mapa e passa a vender uma experiência que conhece. O Marrocos tem uma diversidade enorme e existe espaço para desenvolver produtos que combinem deserto, cultura, história, gastronomia, luxo e impacto local. Aproximar esse potencial das agências brasileiras é um passo importante para gerar novos fluxos e oportunidades”, afirma.
DWS Marrocos 2027
Com a conclusão da edição de 2026, o DWS já direciona sua estratégia para o próximo encontro no Marrocos. A edição 2027 está prevista para acontecer de 1º a 10 de setembro, mantendo a proposta de combinar experiência no destino, conteúdo, relacionamento e conexão com o território.
A abertura antecipada da próxima edição também permitirá ampliar o trabalho junto ao trade, organizar a captação de interessados e desenvolver novas oportunidades de integração entre Turismo, negócios e impacto local.
Mais do que levar um grupo brasileiro ao Marrocos, a estratégia para o próximo ciclo é fortalecer uma ponte que possa permanecer ativa durante todo o ano.