Pedro Menezes   |   24/02/2026 16:06

Carteira de Identidade Nacional (CIN) já substitui o RG em viagens aéreas? Veja as regras

Na prática, a exigência varia conforme o tipo de viagem e o destino


Divulgação/Polícia Científica SC
Carteira de Identidade Nacional (CIN)
Carteira de Identidade Nacional (CIN)

A adoção da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que começou a ser emitida em julho de 2022, vem gerando dúvidas entre viajantes brasileiros, especialmente após a circulação de notícias constatando que o documento já seria obrigatório nos aeroportos.

Mas o documento já é obrigatório ou não? Na prática, a exigência varia conforme o tipo de viagem e o destino. Isto porque, a CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e passa a utilizar o CPF como número único de identificação em todo o País. O documento já está disponível em versão física e digital, pelo aplicativo gov.br, e a troca para o novo modelo seguirá de forma progressiva nos próximos anos.

Apesar das mudanças, o RG tradicional continua válido em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032, prazo definido pelo governo federal para a substituição gradual pelo novo documento. Até lá, o cidadão pode utilizá-lo normalmente, inclusive para embarque em voos domésticos, desde que o documento esteja em bom estado e permita a identificação do passageiro.

Para voos dentro do Brasil, portanto, nada muda por enquanto. Além do RG, outros documentos seguem aceitos para embarque, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A CIN também já pode ser utilizada, mas ainda não é obrigatória para viagens nacionais em substituição ao RG.

E para as viagens ao Mercosul?

Divulgação/BH Airport
A situação muda em viagens internacionais para países do Mercosul
A situação muda em viagens internacionais para países do Mercosul

A situação muda em viagens internacionais para países do Mercosul e associados, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile, que permitem a entrada de brasileiros sem passaporte, mediante apresentação de documento de identidade. Nesses casos, a CIN passa a ser o modelo recomendado, pois segue padrões internacionais e possui código compatível com sistemas migratórios.

Autoridades alertam que o documento precisa ser apresentado em versão física. Isto porque, a identidade digital disponível no aplicativo Gov.br ainda não substitui o documento impresso nos controles migratórios internacionais.

"Apesar da modernização dos documentos oficiais e da ampliação do uso da Carteira de Identidade Nacional (CIN) em formato digital, a versão eletrônica não substitui o documento físico em viagens internacionais, especialmente para países do Mercosul"

Polícia Científica de Santa Catarina

Já para destinos fora do Mercosul, a regra permanece inalterada: o passaporte continua sendo obrigatório, independentemente do tipo de carteira de identidade.

Especialistas recomendam que quem planeja viagens internacionais nos próximos anos já providencie a CIN física para evitar contratempos em aeroportos e postos de imigração.

Resumo para o viajante

  • Voos nacionais: RG e CNH continuam válidos até 2032.
  • Mercosul: identidade física é obrigatória; CIN é o modelo recomendado.
  • Exterior fora do Mercosul: passaporte segue exigido.
  • Documento digital não substitui o físico em viagens internacionais.

Com informações da Polícia Científica de Santa Catarina.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.