Pedro Menezes   |   30/03/2026 17:11
Atualizada em 30/03/2026 17:56

Aena vence leilão por R$ 2,9 bilhões e será a nova administradora do Galeão

Empresa deu um lance vencedor de R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210,88% sobre o valor mínimo previsto

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Com a vitória, a Aena administrará o Galeão até 2039
Com a vitória, a Aena administrará o Galeão até 2039

A concessionária espanhola Aena acaba de vencer o leilão de concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, realizado nesta segunda-feira (30), na B3, em São Paulo.

Com a novidade, a empresa se consolida como a maior operadora aeroportuária do Brasil, passando a administrar 18 terminais no País, incluindo o aeroporto de Congonhas, o maior terminal doméstico do Brasil, que está passando por obras milionárias até 2028.

A Aena deu um lance vencedor de R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210,88% sobre o valor mínimo previsto pelo governo federal, superando a Zurich Airport, que seguia no páreo. A proposta acabou superando com folga a expectativa inicial da União, que estimava arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão com o certame.

Com a vitória, a Aena administrará o Galeão até 2039. O novo modelo de concessão foi estruturado após processo de repactuação conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), considerado estratégico pelo governo para redefinir o futuro do aeroporto.

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Proposta acabou superando com folga a expectativa inicial da União, que estimava arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão com o certame
Proposta acabou superando com folga a expectativa inicial da União, que estimava arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão com o certame

A ideia do governo federal agora é seguir com a preservação dos investimentos já realizados, além de também readequar o contrato de concessão, garantindo a continuidade da prestação do serviço público, a ampliação da capacidade operacional e o atendimento aos passageiros e ao departamento de carga.

Entre as principais mudanças do contrato, está a saída da Infraero da sociedade, bem como a retirada da obrigatoriedade de construção de uma terceira pista e a substituição da outorga fixa por contribuição variável de 20% da receita bruta.

“Como em todas as operações da Aena, esta também segue rigorosamente o princípio fundamental de geração de valor para seus acionistas. A Aena Brasil é, além disso, um exemplo claro da capacidade da Aena de gerar sinergias que agregam valor, uma vez que eleva para 18 o número total de aeroportos operando com sucesso dentro da rede, contribuindo assim para o desenvolvimento do transporte aéreo no País"

Presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena

Sinergias de uma rede de 18 aeroportos

Com esta operação, a Aena se consolida como operadora da maior rede de aeroportos concedidos do Brasil. Sob a marca Aena Brasil, a operadora aeroportuária espanhola administra integralmente, desde 2020, seis aeroportos no Nordeste do país e, desde 2022, outros onze nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará.

Entre os ativos mais relevantes da Aena Brasil estão o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo - o segundo maior do país - e o Aeroporto do Recife, no Nordeste, aos quais agora se soma o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.