EUA podem fechar alguns aeroportos por impasse sobre financiamento
Paralisação parcial do governo obrigou 50 mil agentes de segurança a trabalharem sem remuneração

Um alto funcionário do governo Trump afirmou nesta terça-feira (17) que, se o impasse sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) se prolongar, pode ser necessário fechar alguns aeroportos menores dos Estados Unidos nas próximas semanas devido à falta de profissionais de segurança.
A paralisação parcial do governo, agora em seu 31º dia, obrigou 50 mil agentes de segurança aeroportuária da Administração de Segurança no Transporte (TSA) a trabalhar sem remuneração no último mês, e 10% deles não compareceram ao trabalho no domingo (15).
“Se essa situação continuar, não é exagero dizer que podemos ter de literalmente fechar aeroportos, especialmente os menores, se as taxas de ausência aumentarem”, disse o administrador adjunto interino da TSA, Adam Stahl, ao programa “Fox and Friends”, da Fox News.
Shutdown causa interrupções e aéreas se manifestam
A paralisação parcial do governo tem causado interrupções nas viagens. No domingo (15) e na segunda-feira (16), as ausências ultrapassaram 50% em Houston e mais de 30% em Nova Orleans e Atlanta, com viajantes enfrentando filas de duas horas ou mais em alguns casos. Ontem, Miami e Fort Lauderdale também enfrentaram cancelamentos de voos e atrasos. Dentre os motivos, a falta de remuneração dos agentes da TSA.
A situação fez com que CEOs de companhias aéreas nos Estados Unidos escrevessem uma carta ao Congresso do país pedindo o fim do shutdown e citando a frustração de milhares de estadunidenses. Alguns dos CEOs que assinaram a carta aberta incluem Ed Bastian, CEO Delta Air Lines, Robert Isom, CEO do American Airlines Group e da American Airlines, Scott Kirby, CEO da United Airlines, Joanna Geraghty, CEO da JetBlue Airways, entre outros.
O financiamento do DHS expirou em 13 de fevereiro após o Congresso não conseguir chegar a um acordo sobre reformas na fiscalização da imigração exigidas pelos democratas.
Com informações da Reuters e Fox News.