Conselho Internacional de Aeroportos defende modernização da regra de slots
Entidade alerta que o tráfego global deve dobrar até 2047 e que crescimento exige regulamentação estável

O Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) apelou aos governos para que incluam o aumento da capacidade aeroportuária em seus planejamentos econômicos e de infraestrutura nacionais de longo prazo.
A entidade ressaltou que, embora o setor aeroportuário global precise de US$ 4,6 trilhões em investimentos até 2055 para acompanhar o crescimento previsto, a solução não passa apenas pela construção de novas infraestruturas, mas sim por otimizar as já existentes, fortalecer a cooperação com companhias aéreas e fornecedores de navegação e adotar regulamentações estáveis que atraiam capital.
Nesse contexto, a modernização das regras de slots e do acesso ao mercado torna-se um ponto estratégico central. O ACI World reforça junto a reguladores globais que a gestão de slots passou a ser uma decisão de interesse público decisiva, capaz de moldar conectividade, concorrência e o desenvolvimento socioeconômico das regiões nos próximos anos.
“Estamos pedindo aos governos que se planejem com antecedência para o crescimento da aviação, viabilizem a capacidade antes de atingir um ponto de crise e modernizem os quadros regulatórios e as políticas de slots. E não podemos pedir aos aeroportos que ampliem a capacidade enquanto limitamos suas formas de financiá-la. Isso simplesmente não funciona”
Justin Erbacci, direitor-geral de ACI World
Rafael Echevarne, diretor-geral de ACI-LAC, reforçou que a modernização das políticas de slots aeroportuários é fundamental para fortalecer a conectividade, ampliar a concorrência e impulsionar o crescimento econômico sustentável na América Latina e no Caribe.
“Em toda América Latina e Caribe, os governos estão trabalhando para expandir o turismo e atrair investimentos. Políticas modernas de slots podem ajudar a apoiar essas prioridades, fazendo o melhor uso da capacidade aeroportuária disponível. Os slots são mais do que um processo operacional. Eles são uma ferramenta política estratégica que o acesso aos mercados", completou Rafael Echevarne.