Laura Enchioglo   |   06/11/2026 12:27
Atualizada em 06/11/2026 12:37

Aena lança editais de mais de R$ 150 milhões para hotelaria no Nordeste

Objetivo é desenvolver polos hoteleiros em torno dos aeroportos em Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju

Divulgação/Lucas Meneses
Aeroporto de Maceió cresceu 8,4% em 2026 em número de passageiros; tendência é observada em outros aeroportos da Aena no litoral nordestino
Aeroporto de Maceió cresceu 8,4% em 2026 em número de passageiros; tendência é observada em outros aeroportos da Aena no litoral nordestino

A Aena lançou quatro editais para desenvolver o polo hoteleiro em torno dos seus aeroportos no litoral do Nordeste. As ações contemplam as cidades de Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju, somando pelo menos R$ 150 milhões em investimentos previstos.

Segundo a concessionária, as áreas abrangem aproximadamente 20 mil metros quadrados, com potencial de implantação de ao menos 650 apartamentos. Os hotéis serão desenvolvidos e operados por meio dos investidores privados.

Os contratos terão prazo de até 60 anos, sujeito às aprovações regulatórias do setor, e preveem receitas que vão além da hospedagem, incluindo alimentação e bebidas, eventos, conveniências, locação de espaços e estacionamento, além de potencial para estimular novos negócios e empregos indiretos nas cadeias de serviços ligadas aos aeroportos.

A categoria mínima exigida nos projetos é Economy para Maceió, João Pessoa e Aracaju e Midscale para Recife, permitindo, no entanto, propostas em segmentos superiores.

Crescimento dos mercados sustenta novas oportunidades

A Aena explica que os aeroportos operados pela concessionária nas cidades destacadas estão em contexto de expansão. Juntos, movimentaram 16 milhões de passageiros em 2025, com Recife na liderança (9,94 milhões).

A tendência de crescimento se manteve em 2026. No primeiro semestre, o fluxo de passageiros avançou 4,5% em Recife, 8,4% em Maceió, 9,5% em João Pessoa e 5,4% em Aracaju na comparação com o mesmo período do ano anterior.

“O crescimento desses mercados vai muito além dos meses de verão. A movimentação se mantém ao longo de todo o ano, sustentada pelo turismo, pelas viagens de negócios, pelos eventos e pela expansão da malha aérea. A hotelaria surge como uma extensão natural desse ecossistema, agregando conveniência aos passageiros e novas possibilidades de desenvolvimento nos aeroportos”

Juan José Sánchez, diretor Comercial da Aena Brasil

Além disso, a hotelaria vem ganhando espaço nessas praças. Para Sánchez, esses projetos fazem parte de uma estratégia que olha para o potencial imobiliário dos aeroportos de acordo com a vocação de cada mercado.

Concorrência hotelaria Nordeste

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, Laura Enchioglo é repórter na PANROTAS, onde entrou como estagiária em 2023. Tem experiência em assessoria de imprensa e na cobertura de economia e finanças.