EMPRESAS

Latam Brasil mantém demanda, mas enfrenta mais quedas em ocupação


Emerson Souza
Jerome Cadier, presidente da Latam Airlines no Brasil
Jerome Cadier, presidente da Latam Airlines no Brasil
O Grupo Latam Airlines divulgou, na manhã desta segunda-feira (10), as suas estatísticas preliminares de tráfego para agosto de 2018, incluindo o comparativo com o mesmo mês de 2017.

No geral, incluindo todos os voos internacionais da aérea e domésticos em cada um dos países em que atua, o grupo contou com um aumento de 2,7% na demanda em RPK (passageiros quilômetros pagos), mas que não foi o suficiente para alcançar a alta da oferta, de 6,3% em ASK (assentos quilômetro disponíveis). O resultado foi um aumento de 2,5% no número de passageiros transportados, mas queda de 2,8 pontos percentuais na ocupação - ficou em 81,6% no mês, contra 84,5% de agosto do ano passado. No acumulado do ano até agosto, a queda é de 1,2 ponto percentual, estacionando nos 83,3%.

Tratando apenas dos voos domésticos no Brasil, observou-se uma estagnação na demanda: o RPK manteve-se sem alterações, para cima ou para baixo. O resultado foi uma queda de 1,5 ponto percentual na ocupação no mês (ficou em 80%) devido à falta de novos passageiros para suprir o aumento de 1,9% na oferta. O resultado é pior que o acumulado do ano, que está em queda de 1,3 ponto percentual na ocupação até o momento.

O segmento internacional, que ganhou neste ano voos para Boston, Roma e Lisboa, além de incremento de frequências para Joanesburgo, todos saindo do Brasil, ainda não teve aumento suficiente na demanda para suprir a alta da oferta. No mês, o RPK subiu 3,6%, mas ficou longe do aumento de 9,3% da oferta em ASK na comparação ano a ano. Resultado: queda de 4,6 pontos percentuais na ocupação de agosto, que foi de 82,7%. No acumulado do ano o resultado é um pouco melhor, com a queda da ocupação ficando em 1,9 ponto percentual.

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