EMPRESAS

Plano de recuperação é aprovado e Avianca será fatiada


Vitória da proposta de Latam e Gol, derrota para a Azul, que queria comprar a Avianca Brasil mais robusta e não fatiada em unidades produtivas isoladas (sete, no total). A assembleia de credores votou pelo novo plano e cerca de 80% dos presentes aprovaram a estratégia de vender a companhia por partes. Com o fatiamento da empresa, na teoria o leilão ocorrerá mais rapidamente, isso se o Cade não intervir, como quer a Azul.

Empréstimos já recebidos, como da Azul e do fundo Elliot, funcionários e credores terão prioridade para receber, após os leilões. As propostas de Gol e Latam também preveem empréstimos imediatos à Avianca Brasil, cujas dívidas passam de R$ 2 bilhões.

As sete unidades produtivas isoladas (UPI) da Avianca Brasil e que irão a leilão incluem uma para o Programa Amigo, de fidelidade, e mais seis dividindo permissão de voos em Guarulhos, Santos Dumont e Congonhas, este, segundo o presidente da Azul, John Rodgerson, a razão de Latam e Gol terem entrado na disputa (não deixar a companhia de David Neeleman crescer no aeroporto central de São Paulo).

Proposta aprovada, mas previsão de muitas brigas na justiça pela frente, e credores buscando receber o quanto antes, como fez o Aeroporto de Salvador, que obriga a Avianca Brasil a pagar antecipadamente pelas taxas de pouso e decolagem, entre outras (a companhia já pagou previamente até a próxima terça-feira, dia 9).


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