EMPRESAS

Gestores da SAA explicam decisão de sair do Brasil e corte na malha

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Divulgação

A decisão de encerrar a operação da SAA no Brasil foi dos chamados Business Rescue Practitioners (BRPs) da empresa (Les Matuson e Siviwe Dongwana), que tentam salvar a companhia sul-africana em meio a sua maior crise. Os dois têm trabalhado junto a credores, especialistas e governo para apresentar, no final de fevereiro, um plano de reestruturação da companhia.

No plano, além do corte de rotas consideradas não rentáveis, estão o uso de aeronaves mais eficientes no consumo de combustível, nova estrutura organizacional e renegociação de contratos com fornecedores-chave.

“As iniciativas nas quais estamos trabalhando agora irão fortalecer o negócio da SAA. Acreditamos que o plano irá trazer de volta a segurança de nossos clientes fieis. Estamos focados em restaurar a saúde comercial da SAA e criar uma companhia da qual os sul-africanos possam se orgulhar”, disseram os gestores de crise da empresa.

Apesar de ter cancelado rotas como Munique, Hong Kong e São Paulo, a SAA diz que continuará voando de Johanesburgo para Frankfurt, Londres, Nova York, Peth e Washington (via Accra). Serviços regionais que continuarão incluem voos de Johanesburgo para Blantyre, Dar es Salaam, Harare, Kinshasa, Lagos, Lilongwe, Lusaka, Maputo, Mauritius, Nairobi, Victoria Falls e Windhoek.

CORTES
No dia 29 de fevereiro serão fechados os voos regionais para Abidjan via Accra, Entebbe, Livingston, Luanda e Ndola.

Cape Town continuará sendo servido por voos, mas em uma quantidade reduzida. Todos os demais destinos domésticos, incluindo Durban, East London e Port Elizabeth, deixam de ser operados em 29 de fevereiro. As rotas da subsidiária Mango não serão afetadas.

Os gestores dizem que não há intenção de novas mudanças significativas na malha da SAA. “Passageiros e agentes podem ficar confiantes em fazer reservas na SAA”, dizem eles em comunicado. Os gestores da crise também estão analisando a venda de ativos da South Africa Airways.
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