Embraer entrega 141 jatos e tem receita de R$ 22,7 bi em 2021

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Divulgação
Embraer registrou receita de R$ 22,7 bilhões (US$ 4,2 bilhões) em 2021, em linha com suas estimativas
Embraer registrou receita de R$ 22,7 bilhões (US$ 4,2 bilhões) em 2021, em linha com suas estimativas
A Embraer acaba de divulgar seus resultados financeiros do quatro trimestre de 2021 e do ano todo também. A empresa entregou 55 jatos no quarto trimestre (4T21), dos quais 16 aeronaves comerciais e 39 jatos executivos (26 leves e 13 médios). Em 2021, um total de 141 jatos foram entregues englobando 48 aeronaves comerciais e 93 jatos executivos (62 leves e 31 médios).

Confira abaixo alguns dos principais destaques dos resultados da fabricante.

  • A carteira de pedidos firmes (backlog) encerrou o 4T21 em US$ 17 bilhões, seu maior nível desde o 2T18, impulsionado por um consistente nível de pedidos, especialmente nos segmentos de Aviação Executiva e Comercial. A relação entre vendas e entregas (book to bill) ficou acima de 2:1 em ambos os segmentos;
  • A receita líquida foi de R$ 7,3 bilhões no trimestre e de R$ 22,7 bilhões (US$ 4,2 bilhões) em 2021, em linha com as estimativas (guidance) da companhia de US$ 4 a US$ 4,5 bilhões no ano;
  • As margens EBIT e EBITDA ajustadas de 2021 alcançaram o guidance de 3,0% a 4,0% e 8,5% a 9,5%, respectivamente impulsionado pelo aumento da eficiência operacional, melhores preços, volumes e mix de produtos nos segmentos de Aviação Comercial, Executiva e de Serviços & Suporte;
  • Aumento significativo do fluxo de caixa livre (FCL) no 4T21, com geração de caixa de R$ 2.549,1 milhões, levando a um FCL anual de R$ 1.677,1 milhões (US$ 292,4 milhões), superando o guidance de US$ 100 milhões ou mais;
  • A relação entre a dívida líquida/EBITDA caiu de 5,7x em 2019 para 3,7x em 2021, devido à forte geração de FCL e a recuperação do EBITDA;
  • Guidance para 2022 (sem Eve): entregas de jatos comerciais de 60 a 70 aeronaves; entregas de jatos executivos de 100 a 110 aeronaves; receita líquida entre US$ 4,5 a US$ 5,0 bilhões; margem EBIT ajustada de 3,5% a 4,5%; margem EBITDA ajustada de 8,0% a 9,0%; e fluxo de caixa livre com geração de US$ 50 milhões ou mais no ano.

RECEITA LÍQUIDA E MARGEM BRUTA

Receita líquida consolidada de R$ 22,7 bilhões (US$ 4,2 bilhões) em 2021, um aumento de 15% na comparação com 2020. A receita líquida da companhia encerrou o ano dentro do guidance de US$ 4 a US$ 4,5 bilhões.

  • Aviação Comercial reportou um crescimento de receita de 23% no ano, para R$ 7.132,6 milhões devido ao aumento nas entregas de E195-E2, bem como pelos preços mais altos. A família de E-Jets E2 (especialmente o E195-E2) representou 44% das entregas em 2021, em comparação aos 25% do total de entregas em 2020;
  • Aviação Executiva alcançou receita de R$ 6.125,5 milhões em 2021, crescimento de 9% no ano, impulsionada pelo aumento das entregas e preços mais altos;
  • Defesa & Segurança reportou uma queda de receita de 8% para R$ 3.176,1 milhões, tendo sido impactada principalmente pela negociação junto à Força Aérea Brasileira (FAB) em relação ao contrato do KC-390, no qual o número de aeronaves a serem entregues foi reduzido de 28 para 22 unidades, com entregas previstas até 2034. O resultado da negociação gerou uma redução de US$ 526 milhões no backlog e uma redução de US$ 43 milhões na receita líquida em 2021, sem nenhum efeito imediato no caixa;
  • Serviços & Suporte apresentou sólida recuperação com receita reportada de R$ 6.104,6 milhões, representando crescimento anual de 29%. Tal recuperação deve se estender à medida que as operações das companhias aéreas continuem a se recuperar do pico da pandemia em 2020.

A margem bruta consolidada de 15% reportada no 4T21, incluindo o impacto do acordo com a FAB, aumentou em relação aos 12,1% reportados no 4T20, principalmente nos segmentos de Aviação Executiva e Serviços & Suporte. A margem bruta da Aviação Comercial foi impactada negativamente pelo nível de entregas ainda em recuperação. No acumulado do ano, a margem bruta foi de 15,6% em 2021 versus a margem de 12,3% reportada em 2020, com crescimento em todos os segmentos, especialmente na Aviação Executiva e em Serviços & Suporte.

EBIT

Em 2021, os resultados reportados pela companhia incluem itens especiais que representam um impacto total positivo de R$ 163,6 milhões, assim dividido: 1) R$ (66,9) milhões de despesas com reestruturação da companhia; 2) R$ 318,6 milhões de reversão de impairment na Aviação Executiva, que impactou positivamente os resultados; 3) R$ (254,8) milhões de impairment de ativos mantidos para venda, especificamente a unidade de Évora em Portugal; 4) R$ (29,9) milhões em gastos relacionados à combinação de negócios entre a Eve e a Zanite Acquisition Corp.; e 5) R$ 196,6 milhões em variações positivas no valor da participação da Embraer na Republic Airways Holdings.

Excluindo-se esses itens especiais, o EBIT ajustado e a margem EBIT ajustada do 4T21 foram de R$ 326,1 milhões e 4,5%, respectivamente, comparados aos R$ 406,8 milhões e 4,1% reportados no 4T20. O EBIT ajustado no 4T21 foi impactado pela despesa de R$ 49,9 milhões decorrente do Programa One Embraer que visa a reintegração do negócio de Aviação Comercial e seus serviços relacionados, em conexão com a parceria estratégica, agora encerrada, com a Boeing.

Em 2021, o EBIT ajustado, excluindo-se o impacto dos itens especiais mencionados anteriormente foi de R$ 891,1 milhões, gerando uma margem EBIT ajustada de 3,9%. Isso se compara ao EBIT ajustado de R$ (523,7) milhões e a margem EBIT ajustada de -2,7% gerados em 2020. O EBIT ajustado mais alto em 2021 foi impulsionado principalmente pelo aumento da rentabilidade nos segmentos de Aviação Executiva, Serviços & Suporte e Aviação Comercial, beneficiados por maiores receitas que impulsionam uma melhor eficiência empresarial, melhor absorção de custos fixos e maior margem bruta.

RESULTADO LÍQUIDO

No 4T21, a Embraer apresentou lucro líquido de R$ 11,1 milhões e lucro por ação de R$ 0,02, comparados ao prejuízo líquido de R$ 7,7 milhões e o prejuízo por ação de R$ 0,01 registrados no 4T20. Em 2021, a companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 274,8 milhões e prejuízo por ação de R$ 0,37.

GESTÃO DE DÍVIDAS E PASSIVOS

A Embraer encerrou o 4T21 com uma posição de dívida líquida de R$ 7.768,6 milhões, em comparação à dívida líquida de R$ 9.810,8 milhões ao final do 3T21 e de R$ 8.811,5 milhões ao final do 4T20. Essa queda na posição de dívida líquida do 3T21 para o 4T21 foi resultado da geração significativa de fluxo de caixa livre no trimestre, conforme explicado mais abaixo. No trimestre, a posição de caixa subiu para R$ 14,7 bilhões, e contou com o pagamento de dívidas de curto prazo.

No final do 4T21, a maturidade do endividamento caiu de 3,8 anos para 3,7 anos. O custo da dívida em dólar, ao final do 4T21 ficou em 5,08% a.a., e em linha com os 4,99% a.a. do final do 3T21. Já o custo da dívida em reais subiu para 5,04% a.a. no 3T21, em comparação aos 3,44% ao final do 3T21. A companhia continua sua gestão futura dos passivos e lançou um cash tender de US$ 300 milhões para recomprar títulos em circulação, o que aumentou a maturidade do endividamento para acima de 4 anos agora em fevereiro de 2022.

FLUXO DE CAIXA LIVRE

A geração de fluxo de caixa livre ajustado em 2021 foi de R$ 1.677,1 milhões, o que representou um aumento significativo em comparação ao uso de R$ (4.757,8) milhões em 2020, principalmente em função do forte impacto causado pela pandemia da covid-19 em 2020 e à melhora em 2021 do resultado líquido e a disciplina contínua com relação ao capital de giro, em particular os estoques, além dos adiantamentos de clientes.

CAPEX

As adições líquidas ao imobilizado totalizaram R$ 168,1 milhões no 4T21, em comparação aos R$ 72 milhões reportados no 4T20. Do total de adições líquidas ao imobilizado no 4T21, o Capex representou R$ 94,7 milhões e as adições do programa pool de peças de reposição representaram R$ 85,1 milhões, parcialmente compensados pela baixa de imobilizado que foi de R$ (11,7) milhões. As adições ao intangível no 4T21 foram de R$ 391,2 milhões e estão relacionadas principalmente ao desenvolvimento do programa dos E-Jets E2, da Aviação Comercial. Em 2021, a companhia investiu o total de R$ 530,2 milhões em adições líquidas ao imobilizado e R$ 1.139,5 em Pesquisa & Desenvolvimento.

CAPITAL DE GIRO

O capital de giro teve variação positiva no fluxo de caixa com os estoques em patamar historicamente baixo e aumento de fornecedores devido ao crescimento da carteira de pedidos, o que leva a maiores passivos de contrato.

A redução do Imobilizado deve-se à transferência de alguns negócios em Portugal (Évora) para ativos mantidos para venda no valor de R$ 1.043,2 milhões registrados no ativo circulante devido ao desinvestimento ocorrido em novembro de 2021.

PEDIDOS FIRMES EM CARTEIRA - BACKLOG

Ao final de 2021, o backlog era composto por: Aviação Comercial – US$ 9,0 bilhões (53%); Aviação Executiva – US$ 2,9 bilhões (17%); Defesa & Segurança – US$ 2,7 bilhões (16%); e Serviços & Suporte – US$ 2,4 bilhões (14%).

AVIAÇÃO COMERCIAL

No 4T21, a Embraer entregou 16 jatos comerciais, conforme abaixo:

Na Aviação Comercial, a Azorra assinou contrato com a Embraer para adquirir 20 novas aeronaves da família E2, além de mais 30 direitos de compra flexível para aeronaves E190-E2 ou E195-E2. O pedido, avaliado em US$ 3,9 bilhões, foi assinado em dezembro de 2021 e deve começar a ser entregue no início de 2023.

Durante o Dubai Air Show em novembro, a Embraer anunciou um pedido firme de três novos jatos E175 para a Overland Airways, da Nigéria, com direitos de compra para outras três aeronaves do mesmo modelo, a serem entregues a partir de 2023. O valor do contrato é de US$ 300 milhões, a preço de lista com todas os direitos de compra sendo exercidos.

Ao final do 4T21, a carteira de pedidos (backlog) e as entregas da Aviação Comercial eram as seguintes:

AVIAÇÃO EXECUTIVA

As entregas da Aviação Executiva foram de 26 jatos leves e 13 jatos médios, totalizando 39 aeronaves no 4T21 e 93 jatos em 2021, crescimento de 8% em relação ao ano anterior.

Os jatos da série Phenom 300 se tornaram os modelos da categoria mais vendidos do mundo pelo décimo ano consecutivo e o bimotor a jato mais entregue de 2021.
A Embraer e a NetJets, Inc. assinaram um acordo para até 100 Phenom 300E, totalizando mais de US$ 1,2 bilhão, com a primeira entrega prevista para o segundo trimestre de 2023.

A Embraer entregou um novo Phenom 300E em Quito, no Equador e um novo Praetor 500 no Canadá para a AirSprint, ambos marcando a primeira entrega de cada tipo de aeronave nesses países.

DEFESA & SEGURANÇA

Durante 2021, a Força Aérea Brasileira (FAB) contou com quatro aeronaves de transporte multimissão C-390 Millennium em operações de transporte logístico, movimentando toneladas de suprimentos para o combate à pandemia no Brasil e equipamentos pesados destinados a obras de infraestrutura na região norte de Brasil.

A Tempest bateu recordes de receita, registrando crescimento de 40% em relação a 2020. Esse crescimento foi sustentado por um sólido portfólio de produtos e serviços de segurança cibernética, expandindo sua base para mais de 300 clientes ao longo do ano.

SERVIÇOS & SUPORTE

A Embraer assinou vários contratos durante o último trimestre. No MRO Europe, um importante evento de manutenção aeronáutica, a Embraer anunciou acordos do Programa Pool com a KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM Royal Dutch Airlines, com a Air Montenegro, além da renovação do programa com a TAP Express, subsidiária da TAP Air Portugal. Atualmente, o Programa Pool da Embraer apoia mais de 50 companhias aéreas em todo o mundo.

ESG

Foram intensificados os esforços para direcionar a companhia para uma aviação de baixa emissão de carbono e para uma sociedade mais justa, inclusiva e diversificada, principalmente nas comunidades onde atua. Os principais compromissos ESG foram definidos nos seguintes pilares:

AMBIENTAL

  • Neutralidade em carbono nas operações até 2040 – Escopo 1 + 2
  • Crescimento neutro em carbono a partir de 2022 (2021 baseline) – Escopo 1+2
  • Energia 100% proveniente de fontes renováveis até 2030
  • Produtos para uma aviação zero carbono até 2050 – Escopo 3
  • Lançamento de aeronaves eVTOL com emissão zero até 2026

SOCIAL

  • Treinamento contínuo em Diversidade & Inclusão para 100% dos funcionários até 2022.
  • 50% de diversidade nas contratações em todos os novos programas de entrada na companhia até 2025.
  • 25% de mulheres no Programa de Mestrado em Engenharia Aeronáutica até 2025.
  • 20% de mulheres em posições de liderança sênior até 2025.
  • Manter a aprovação superior a 80% dos estudantes dos Colégios Embraer em universidades públicas
  • Lançamento do Programa ‘Social Tech’, com foco na qualificação em tecnologia de 1.500 pessoas de grupos minoritários, até 2025.

GOVERNANÇA
  • Programa robusto de Ética e Compliance, totalmente alinhado com as normas globais
  • Manter os mais altos padrões internacionais de governança
  • Manter o alto padrão de segurança de nossos produtos e total alinhamento com as exigências internacionais
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