Azul conclui oferta de ações de R$ 7,4 bilhões como parte de reestruturação financeira
Novos papéis começam a ser negociados na B3, a Bolsa de São Paulo, nesta semana

A Azul anunciou agora a noite que concluiu a oferta pública primária destinada a investidores profissionais e credores de ações que tinha anunciado em dezembro, movimentando R$ 7,44 bilhões, como parte central de seu plano de reestruturação financeira nos Estados Unidos sob o Chapter 11.
Segundo a companhia, a operação foi homologada pelo Conselho de Administração nesta terça-feira (6) e resulta em um aumento expressivo de capital, com a emissão de ações ordinárias e preferenciais.
Ao todo, foram emitidas cerca de 723,8 bilhões de novas ações ordinárias e o mesmo volume de ações preferenciais, ao preço de R$ 0,00013527 por ação ordinária e R$ 0,01014509 por ação preferencial. A oferta foi destinada principalmente a credores detentores de títulos da companhia, que converteram dívidas financeiras em participação acionária.
Segundo a Azul, aproximadamente R$ 7,4 bilhões em créditos foram capitalizados por meio da troca obrigatória de dívidas representadas por notas com vencimentos entre 2028 e 2030, que somavam cupons entre 10,875% e 11,93% ao ano. Os juros dessas dívidas foram perdoados no contexto da reestruturação.
Novo capital social e negociação em Bolsa
Com a operação, o capital social da Azul passa a ser de R$ 14,57 bilhões, dividido em cerca de 1,45 trilhão de ações (ordinárias e preferenciais). As novas ações começam a ser negociadas na B3 a partir desta quinta-feira, dia 8 de janeiro.
As ações preferenciais passam a ser negociadas sob o código AZUL54, com lote padrão de 10 mil ações, enquanto as ações ordinárias serão negociadas como AZUL53, com lote padrão de 1 milhão de ações (reflexo dos preços unitários reduzidos definidos no contexto da reestruturação).