Latam aparece como a companhia aérea mais protegida no atual cenário global, diz JPMorgan
De acordo com o JPMorgan, a companhia é a única sob sua cobertura que mantém hedge ativo de combustível

O banco de investimentos JPMorgan Chase analisou os impactos do conflito envolvendo o Irã sobre as ações de companhias aéreas e alertou para uma possível pressão negativa no setor em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Segundo relatório enviado a clientes, a instituição destacou que o conflito trouxe implicações relevantes para o mercado internacional de petróleo. Com a alta nos preços da commodity, o banco projeta que as ações das companhias aéreas tendem a sofrer diante do aumento esperado nos custos com combustível.
Dentro do universo de empresas acompanhadas pelo banco, a Latam Airlines aparece como a mais protegida no atual cenário. De acordo com o JPMorgan, a companhia é a única sob sua cobertura que mantém hedge ativo de combustível de aviação, com mais de 35% do consumo previsto para os próximos 12 meses.
O combustível representa uma das principais despesas operacionais das aéreas, e movimentos abruptos no petróleo costumam ter impacto direto nas margens das empresas. A estratégia de proteção adotada pela Latam, segundo o banco, tende a mitigar parte dos efeitos da volatilidade no curto prazo.