Fusão entre American e United criaria companhia com 40% de share nos EUA
Fusão controlaria ao menos metade da capacidade doméstica em cerca de 159 aeroportos dos Estados Unidos

Uma possível fusão entre a United Airlines e a American Airlines voltou ao radar do setor aéreo norte-americano nesta semana, após o CEO da United, Scott Kirby, apresentar a ideia diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião na Casa Branca.
Caso avançasse, a operação criaria a maior companhia aérea do mundo em capacidade doméstica, com cerca de 40% dominância do mercado interno norte-americano. Com este potencial impacto estratégico, especialistas do setor avaliam que a probabilidade de aprovação regulatória é baixa.
A principal barreira seria o alto nível de sobreposição de rotas e hubs operacionais entre as duas empresas, futuras sócias da Azul Linhas Aéreas, especialmente em mercados centrais relevantes como Chicago, além da forte concentração que a união provocaria em dezenas de aeroportos do país.
Segundo dados analisados pela impresa norte-americana, mesmo antes de eventuais exigências de venda de slots e rotas por parte das autoridades antitruste, a companhia combinada controlaria ao menos metade da capacidade doméstica em cerca de 159 aeroportos dos Estados Unidos.
Uma eventual aprovação reduziria o chamado grupo das “Big Four” (atualmente formado por United, American, Delta Air Lines e Southwest Airlines) para três grandes players, com um deles assumindo posição dominante em diversos mercados, o que poderia resultar em uma menor competição tarifária.
Caso a operação avançasse, uma hipótese considerada improvável por parte relevante do mercado, ela poderia desencadear uma nova rodada de reorganização competitiva entre companhias norte-americanas, com potenciais efeitos indiretos sobre empresas de médio porte e sobre a dinâmica tarifária em diversos hubs estratégicos dos EUA, segundo analistas ouvidos pela Reuters.