Lufthansa suspende operações da CityLine após greves e disparada do QAV
Decisão ocorre em meio a uma alta nos custos e a paralisação simultânea de pilotos e comissários de bordo

O Grupo Lufthansa anunciou a retirada imediata de 27 aeronaves operadas pela subsidiária Lufthansa CityLine como parte de um pacote emergencial de contenção de custos diante da escalada do preço do querosene e do impacto de greves simultâneas de pilotos e tripulantes na Alemanha.
Segundo a companhia, os aviões, anteriormente previstos para sair de operação apenas até 2028, serão retirados do cronograma já neste fim de semana.
Em comunicado, o grupo afirmou que o combustível de aviação “mais que dobrou” de preço em comparação ao período anterior à guerra envolvendo o Irã, pressionando fortemente os custos operacionais. A situação é agravada por disputas trabalhistas em andamento com diferentes categorias.
Além da operação regional, a empresa confirmou que quatro aeronaves Airbus A340-600 também serão retiradas da frota de longo curso ao final da temporada de verão europeu. Já no inverno, a malha de voos de curta e média distância sofrerá nova redução equivalente a cinco aeronaves.
A decisão ocorre em meio a uma paralisação simultânea de pilotos e comissários de bordo, ligada a negociações sobre planos de aposentadoria e condições de trabalho. As discussões com o sindicato de pilotos Vereinigung Cockpit chegaram a passar por tentativa de mediação, mas as conversas fracassaram.
No principal hub da companhia, o Frankfurt Airport, a operadora Fraport registrou 656 cancelamentos entre 1.313 voos programados em um único dia, a maioria ligada à Lufthansa. A subsidiária low-cost Eurowings também foi afetada por paralisações, embora a empresa espere manter mais de 70% da programação.
Com informações da DW.