Azul registra receita recorde, mas custo operacional dispara no 2T26 por alta do QAV
Companhia reduz oferta e eleva tarifas para enfrentar combustível 61,8% mais caro no período

A Azul divulgou os resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, com receita operacional recorde de R$ 5 bilhões para este período. Esse resultado, segundo a empresa, foi impulsionado por tarifas mais altas, implementadas para compensar o aumento significativo nos preços dos combustíveis.
A pressão sobre os custos foi um dos principais desafios no período, já que o CASK avançou 26%, para R$ 44,80 centavos, impactado principalmente pela alta de 61,8% no preço do combustível e pela redução de 10,6% na capacidade.
No período, o combustível passou a representar cerca de 38% das despesas operacionais da companhia, ante cerca de 30% no 2T25. Por outro lado, a empresa registrou EBITDA de R$ 510,1 milhões, com margem de 10,2%, enquanto o yield chegou a R$ 49,43 centavos, alta de 12,9%, e o PRASK avançou 11,4%, para R$ 39,77 centavos.
Além disso, a Azul encerrou o trimestre com R$ 3,7 bilhões em caixa e recebíveis, 11,2% acima do registrado no 2T25 e equivalente a 16,6% da receita dos últimos 12 meses, além de ter levantado R$ 330 milhões por meio do programa de crédito para o setor aéreo.
“O segundo trimestre mostra a capacidade da Azul de executar seu plano de negócio com disciplina, mesmo em um ambiente desafiador. Seguimos priorizando a rentabilidade, ajustando a capacidade à demanda e fortalecendo nossa estrutura de capital, ao mesmo tempo em que avançamos na renovação da frota, na eficiência operacional e na experiência dos nossos Clientes. Os resultados refletem uma estratégia clara, focada em gerar valor de forma sustentável e preparar a Azul para um novo ciclo com ainda mais solidez”
John Rodgerson, CEO da Azul