EUA determinam inspeção em centenas de B737 Max após identificação de trincas estruturais
Medida abrange cerca de 471 aviões registrados nos Estados Unidos

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou que centenas de aeronaves Boeing 737 Max passem por inspeções obrigatórias após a identificação de trincas em um reforço estrutural localizado próximo à porta de serviço dianteira, no lado direito da fuselagem.
A medida abrange cerca de 471 aviões registrados nos EUA, incluindo os modelos 737 Max 8, Max 9 e Max 8-200. A nova diretriz de aeronavegabilidade entra em vigor em 10 de setembro.
Segundo a autoridade americana, as fissuras foram encontradas em uma área próxima à galley frontal. Embora não tenha ordenado a paralisação das aeronaves, a FAA estabeleceu que as companhias aéreas realizem inspeções conforme o nível de utilização de cada avião. Caso sejam identificadas trincas, os reparos deverão ser concluídos antes que a aeronave volte a operar.
Em nota, a Boeing informou que já concluiu análises de engenharia para identificar a origem do problema e trabalha em modificações de projeto que evitem a recorrência das trincas. A fabricante afirmou ainda que apoia a decisão da FAA e continuará prestando suporte às companhias aéreas afetadas.
Não é a primeira vez que a família B737 enfrenta problemas relacionados a trincas estruturais. Em 2019, inspeções semelhantes foram determinadas para modelos 737 Next Generation (-700, -800 e -900) após a descoberta de fissuras em componentes que conectam a fuselagem às asas.
A nova determinação da FAA se soma a outra divulgada no mês passado, que prevê inspeções em mais de 450 aeronaves 737 Max para verificar a instalação correta de conjuntos de assentos, reforçando a fiscalização sobre o modelo após uma série de ocorrências envolvendo a fabricante.