Receitas auxiliares das companhias aéreas crescem com taxas de marcação de assentos
Nos últimos anos, companhias aéreas aumentaram os preços dos serviços vendidos separadamente

Receitas auxiliares das companhias aéreas crescem duas vezes mais rápido que receita total, impulsionadas pelas taxas de marcação de assentos e maior dependência das tarifas de marca.
Segundo o estudo Yearbook of Ancillary Revenue, realizado pela IdeaWorksCompany, a receita auxiliar total das companhias aéreas aumentou 13,4%, para US$ 13,2 bilhões em 2025, enquanto a receita total cresceu 7,2%.
Nos últimos anos, as companhias aéreas aumentaram os preços dos serviços vendidos separadamente, com mais passageiros comprando esses produtos, enquanto a inteligência artificial também está “desempenhando um papel maior” no aumento das receitas auxiliares, especialmente por meio de práticas de gerenciamento de receita.
No entanto, o relatório também alertou que “a IA é mal definida” e frequentemente é utilizada para descrever algoritmos que já estavam em uso.
Companhias que mais geraram receitas auxiliares
Embora tenha registrado queda de 1,8 ponto em relação a 2024, a Frontier Airlines ainda foi a companhia que mais gerou receitas auxiliares como proporção da receita total.
A companhia aérea de baixo custo (LCC) gerou US$ 2,2 bilhões em receitas auxiliares, o equivalente a 60,2% da receita total. As dez primeiras companhias aéreas dessa categoria eram todas LCCs, que impulsionam suas receitas por meio de taxas de bagagem e marcação de assentos.
A United Airlines registrou o maior volume total de receitas auxiliares, com US$ 11,5 bilhões, alta de 9,3% em relação a 2024. Delta e American ficaram na segunda e na terceira posições, com receitas de US$ 10,8 bilhões e US$ 9,7 bilhões, respectivamente.
Segundo o estudo, as companhias aéreas de maior porte também estão competindo mais diretamente com as LCCs ao aprimorar suas estratégias de tarifas basic economy.
Além disso, os programas de fidelidade foram uma importante fonte de receita para as grandes companhias aéreas dos Estados Unidos em 2025. American, Delta, Southwest e United obtiveram, juntas, US$ 27,9 bilhões, ou US$ 37,72 por passageiro, com esses programas.