American Airlines tem receita recorde de US$ 16,3 bilhões no 3T26, mas registra prejuízo
Aérea registra crescimento de 19% no faturamento, mas foi impactada pela alta de 67,5% nos gastos com QAV

A American Airlines encerrou o terceiro trimestre de 2026 com receita recorde de US$ 16,3 bilhões, crescimento de 19,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do avanço, a companhia aérea registrou prejuízo líquido de US$ 269 milhões, pressionada principalmente pelo aumento dos custos com combustível.
Segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (22), as despesas com combustível cresceram US$ 1,9 bilhão, ou 67,5%, na comparação anual. O prejuízo líquido ajustado foi de US$ 182 milhões, apenas US$ 71 milhões acima do registrado no terceiro trimestre de 2025.
"Registramos receita recorde para um terceiro trimestre e o maior crescimento anual de receita da minha carreira, impulsionado principalmente pelo desempenho do segmento premium. Embora os preços historicamente elevados dos combustíveis tenham impactado significativamente nossos resultados financeiros, nosso foco continua sendo recuperar a rentabilidade e construir uma American mais forte no longo prazo"
Robert Isom, CEO da American Airlines

América Latina é destaque de crescimento da AA
A receita do segmento premium avançou 22,9%, enquanto a da cabine econômica cresceu 19,5%. Nas operações internacionais, a receita unitária de passageiros aumentou 16,4%, com destaque para a América Latina, que apresentou crescimento de 21,1%.
As viagens corporativas também contribuíram para o resultado. A receita proveniente de contratos corporativos cresceu 27,6%, marcando o sexto trimestre consecutivo de expansão de dois dígitos. Já as novas adesões ao programa de fidelidade AAdvantage aumentaram 27,4%.
Entre os investimentos em andamento, a American Airlines destacou a expansão da conectividade Starlink para mais de mil aeronaves, a modernização das salas VIP e a ampliação dos assentos premium em sua frota.
Para o quarto trimestre, a American Airlines projeta crescimento de receita entre 19,5% e 22,5% em relação ao mesmo período de 2025. Entretanto, a companhia espera que os gastos com combustível aumentem aproximadamente US$ 2,8 bilhões, considerando um preço médio estimado de US$ 4,70 por galão.